Helena Neves: “Uma governação não vive apenas de anúncios”
A presidente da Câmara de Salvaterra de Magos promete um mandato de execução e diz que o arranque do mandato obrigou a responder à urgência dos estragos provocados pelo mau tempo. Mas garante que a estratégia para o concelho não ficou suspensa.
A presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Helena Neves, eleita pelo movimento independente Juntos Fazemos +, fez um balanço dos primeiros seis meses de mandato, assumindo que o período inicial foi “particularmente exigente” e marcado pela necessidade de responder aos efeitos das intempéries que atingiram o concelho. Numa intervenção em que procurou traçar o caminho percorrido e a visão para o futuro, a autarca afirmou que os primeiros meses foram marcados pela necessidade urgente de proteger populações, garantir segurança e capacidade de resposta.
Um dos eixos destacados no balanço foi a reorganização interna da autarquia, com revisão de procedimentos, simplificação administrativa e melhoria dos métodos de trabalho. Helena Neves considera que este trabalho, embora nem sempre visível no território, é estrutural para melhorar serviços, acelerar respostas, preparar investimento e reforçar a capacidade de concretização do município. “Uma governação não vive apenas de anúncios, vive de capacidade de execução e esse vai ser um dos grandes desafios deste mandato”, afirmou a autarca, defendendo a necessidade de uma câmara “mais eficiente, mais próxima das pessoas”.
Na área da protecção civil, Helena Neves referiu a reorganização do Serviço Municipal de Protecção Civil. O desenvolvimento económico, a valorização territorial e a atracção de investimento foram outros pontos centrais da intervenção. “Queremos crescer, mas queremos crescer sem perder a identidade”, afirmou, apontando a Falcoaria Real, o Escaroupim, o Rio Tejo, os Concheiros de Muge, os bordados de Glória do Ribatejo, a cultura ribatejana, a agricultura e o património natural e gastronómico como activos estratégicos para afirmar o concelho e criar novas oportunidades económicas.
A autarca referiu ainda que, nos últimos meses, têm sido desenvolvidos contactos institucionais e reuniões com membros do Governo, investidores, empresários e entidades regionais, com o objectivo de posicionar Salvaterra de Magos perante os desafios e oportunidades associados às transformações em curso. Entre elas, destacou o novo aeroporto, as dinâmicas empresariais da região, a mobilidade, a pressão urbanística e a necessidade de fixação da população. Factores que, segundo a autarca, obrigam a pensar o território “com visão e antecipação”.
“Este mandato não será avaliado pelas intenções”
No plano dos investimentos, entre os projectos apontados estão o Centro de Saúde de Marinhais, a eficiência energética do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos, o Pavilhão Gimnodesportivo dos Foros de Salvaterra de Magos e Várzea Fresca, a ampliação da Creche Mãe Galinha e várias intervenções em vias municipais.
Na educação, a autarca apontou o aumento do valor e do número de bolsas de estudo atribuídas aos estudantes do concelho. Na cultura, destacou o lançamento da agenda Viver Salvaterra. No desporto e promoção da qualidade de vida, referiu a realização de iniciativas de proximidade nas freguesias, incentivando a participação, o bem-estar e a utilização do espaço público.
Reconhecendo a existência de problemas, necessidades urgentes, investimentos exigentes e desafios estruturais que não se resolvem rapidamente, a presidente da câmara deixou a garantia de que o executivo está focado na concretização. “Este mandato não será avaliado pelas intenções. Será avaliado pela capacidade de concretização”, declarou.


