Entrevista | 11-06-2026 10:00

Vinho Lambéria’s tem os saberes acumulados de uma família de pequenos produtores

Vinho Lambéria’s tem os saberes acumulados de uma família de pequenos produtores
ESPECIAL FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA
Ricardo Lambéria, produtor dos Vinhos Lambéria's - foto O MIRANTE

Ricardo Lambéria aprendeu a fazer vinho com o pai e o avô e mantém um sistema de produção artesanal, com as castas Castelão e Tinta Roriz.

O vinho tinto Lambéria’s 2025, considerado o melhor do concelho de Azambuja numa prova com trinta e seis amostras, foi produzido como nos anos anteriores, sendo a única alteração, com exclusão das condições climáticas, uma vindima mais tardia.
O produtor, Ricardo Lambéria, refere o facto de o estado de maturação das uvas ter sido importante, mas lembra também que os seus vinhos, feitos a partir das castas Castelão e Tinta Roriz, são feitos de forma quase artesanal.
“Temos uma adega artesanal com esmagador, prensa e lagar e foi assim que aprendi a fazer o vinho. Tudo o que sei, aprendi com o meu pai, Paulo Lambéria, e o meu avô, Joaquim Lambéria, e ainda hoje escuto sempre as opiniões deles. O principal ensinamento foi gostar da terra, da vinha, e tratar tudo com muita dedicação e amor”.
Apesar do Cartaxo ser a “casa” da marca Lambéria’s, a família tem uma forte ligação geográfica e operacional à localidade vizinha de Vila Nova de São Pedro, que pertence à vizinha União das Freguesias de Manique do Intendente (no concelho da Azambuja).
Para Ricardo Lambéria, a produção de vinho é um ‘hobby’, mantém a sua profissão, da qual não pode abdicar uma vez que a área da vinha é bastante pequena, cerca de 5 hectares. A marca Lambéria’s foi criada pela tia, Madalena Lambéria, em 2016 com o intuito de homenagear toda a família, que sempre se dedicou ao cultivo da vinha e à produção de vinho. As inovações introduzidas, tanto por ele, como antes pelo seu pai, surgiram de um estudo continuado e da introdução de novos produtos nas curas.
A marca tem apostado na presença em eventos locais, como a Festa do Vinho do Cartaxo, por considerar importante o contacto directo com os consumidores, a quem é vendida, directamente, a quase totalidade da produção.
“Temos oportunidade de explicar todo o processo da nossa forma de fazer o vinho e as pessoas gostam de conhecer a nossa história familiar. E para nós é importante termos a opinião dos consumidores”, sublinha.
A Lambéria’s faz preferencialmente vinho tinto. Também já fez brancos e roses, mas apenas em anos de grande produção de uvas. “Eu gosto mais de vinho Tinto. Para mim o vinho tem de ter corpo, grau e textura. O meu perfil de vinho tinto é um vinho com graduação alcoólica elevada, nunca inferior a 13%, textura que se sinta no palato depois da sua ingestão e corpo que nos encha a boca.”.

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