Foto Galeria | 18-03-2026

Prejuízos em Alpiarça já superam os três milhões de euros

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Prejuízos em Alpiarça já superam os três milhões de euros
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Prejuízos em Alpiarça já superam os três milhões de euros

Prejuízos provocados pelo mau tempo em Alpiarça já ultrapassam os três milhões de euros no património municipal e podem chegar a uma dezena de milhões no sector privado, sobretudo na agricultura e agroindústria.

A presidente da Câmara de Alpiarça, Sónia Sanfona, estimou na quarta-feira, 18 de Março, em mais de três milhões de euros os danos causados pelo mau tempo no concelho, apontando um cenário de forte impacto nas infra-estruturas municipais e na actividade económica local. Em declarações à Lusa, a autarca explicou que os prejuízos ao nível municipal resultam sobretudo de danos em linhas de água, deslizamentos de terras e da destruição de estradas municipais e caminhos rurais, que descreveu como estando “completamente destruídos”.
Entre os estragos no património, Sónia Sanfona destacou ainda os danos registados na Casa dos Patudos, onde a tempestade Kristin provocou a queda de uma chaminé, originando infiltrações e outros problemas associados à chuva intensa. Além da factura pública, o concelho enfrenta também perdas significativas no sector privado. Segundo a presidente da câmara, desapareceram produções inteiras que ainda estavam na terra, afectando agricultores e empresas locais ligadas à agricultura e à agroindústria. De acordo com a autarca, os prejuízos privados poderão atingir “uma dezena de milhões de euros ou até mais”, admitindo que o levantamento de danos continua em actualização à medida que chegam novos dados dos serviços municipais e dos produtores afectados.
Sónia Sanfona, que falava à margem de um seminário dedicado à protecção civil realizado na Casa dos Patudos, reconheceu que as cheias não são uma novidade no Ribatejo, mas alertou para a mudança do contexto em que hoje estes fenómenos ocorrem. Segundo explicou, a alteração da ocupação do solo, a maior mecanização agrícola e a existência de mais equipamentos e infra-estruturas tornaram o território mais vulnerável, defendendo por isso a necessidade de adaptação a esta nova realidade.
A presidente do município sublinhou ainda a boa articulação entre a autarquia, o comando sub-regional e os vários agentes de protecção civil, classificando essa cooperação como “excelente”, quer em contexto de crise, quer fora dele. Ao mesmo tempo, revelou que o município está a trabalhar com o Governo e com a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, para identificar e intervir em infra-estruturas críticas, com vista a garantir respostas mais eficazes em futuros episódios de mau tempo. Entre as intervenções consideradas prioritárias estão os três diques do Tejo existentes no concelho, cuja manutenção e reabilitação, segundo a autarca, não avançam há mais de duas décadas. “Andamos há muito tempo em conversações com a APA no sentido de que os diques fossem verificados e reconstruídos nas áreas onde estão danificados, porque estão muito danificados”, afirmou.
Sónia Sanfona recordou ainda que concelhos vizinhos, como Almeirim e Chamusca, já realizaram intervenções semelhantes, deixando Alpiarça numa posição particularmente frágil. Ainda assim, considerou que o impacto das recentes tempestades acelerou finalmente o processo, que está agora a ser trabalhado com a Agência Portuguesa do Ambiente, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a Comunidade Intermunicipal, para avançar com as obras necessárias.

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