Identidade Profissional | 23-10-2022 15:00

Um fisioterapeuta que apaga a dor e ajuda a prevenir patologias

António Alfaro é fisioterapeuta e proprietário da FisioAlfaro em Santarém

Com as suas mãos e conhecimento, o fisioterapeuta António Alfaro dedica os dias a devolver qualidade de vida às pessoas.

Na FisioAlfaro, em Santarém, ao diagnóstico diferencial segue-se um plano de tratamento trabalhado para cada dor, patologia e condição. Mas a fisoterapia, alerta, não deve ser procurada apenas como resposta a um problema físico e muito menos ser confundida com outras áreas, como a das massagens terapêuticas.

O grande motor do trabalho diário de António Alfaro é, através dos seus conhecimentos em fisioterapia, ajudar de forma diferenciada as pessoas a conquistarem uma vida livre de dor e limitações físicas. Depois de ter passado por vários clubes de futebol, como a União de Santarém e um dos maiores clubes chineses, o Shandong Luneng Taishan, decidiu abrir em Santarém a FisioAlfaro, um gabinete de fisoterapia, bem-estar e performance, onde o diagnóstico diferencial para cada dor inclui uma avaliação neurológica, musculoesquelética e psicossocial. “Quem não sentir empatia para com a dor do outro não deve estar nesta área”, diz a O MIRANTE.
As dores dos pacientes que trata são múltiplas e de diferentes intensidades, mas a sua origem, refere, está em 80% das vezes relacionada com a postura da pessoa no seu quotidiano. “É um grande problema não sabermos utilizar o nosso corpo nas variadas posições – sentada, deitada e em pé – que temos ao longo do dia” e por isso é necessário combater essa falta de literacia, para que os impactos posturais possam ser menores. Como? Por exemplo ensinando as crianças e jovens nas aulas de Educação Física.
Outro problema que contribui para os pacientes lhe chegarem com estágios de dor avançados reside em ainda não se olhar para esta ciência da saúde de forma preventiva. “A fisioterapia ainda não é vista como profiláctica e eu luto todos os dias para que isso aconteça. Um hipertenso que deixe um dia a sua medicação para a tensão arterial fica descompensado”, alude, explicando que o mesmo acontece a quem precisa de tratar o seu sistema musculoesquelético. Em 75% dos casos de dor, como a ciática, António Alfaro assegura que através de uma abordagem diferencial e terapêutica consegue resolver o problema “sem recurso a medicação”. O que não se deve fazer é ignorar a dor ou adoptar posições em que aparentemente não se evidencia tanto.
Desde que se licenciou em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão e concluiu o mestrado em Treino Desportivo na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, a motivação do fisioterapeuta, de 31 anos, continua a mesma: saber mais sobre o corpo humano e as terapêuticas que podem fazer a diferença. Não se ficou, por isso, pelos estudos iniciais, tendo concluído formação em quiropraxia e, mais recentemente, formação complementar em reabilitação da articulação temporomandibular.
Na FisioAlfaro, onde além dos dois gabinetes há um espaço dedicado à recuperação funcional, o fisioterapeuta natural das Caldas da Rainha faz atendimento das 09h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h30, havendo também possibilidade de se deslocar a domicílios no concelho de Santarém. “Levanto-me todos os dias para no meu trabalho dar o melhor de mim e estou satisfeito porque estou a conseguir bons resultados”, diz, acrescentando que pensa aumentar o espaço e empregar um fisioterapeuta.

“É muito redutor olhar para um fisioterapeuta como massagista”
Durante a licenciatura, António Alfaro estudou as três áreas da fisioterapia: neurológica, musculoesquelética e respiratória, tendo concluído oito estágios, dois deles nos hospitais Francisco Xavier e Curry Cabral, em Lisboa. A experiência permitiu-lhe ter uma noção acerca do estado da fisioterapia no Sistema Nacional de Saúde. “Não sei como estão actualmente as listas de espera para medicina física e de reabilitação, mas na altura eram de quatro meses”, recorda, lamentando que o Estado não dê a devida importância a esta especialidade.
Sobre a recente Ordem dos Fisioterapeutas, António Alfaro espera que consiga combater a usurpação de funções e ajude a “balizar áreas de intervenção”. Os enfermeiros com especializações em reabilitação, diz, são o caso mais recorrente e, possivelmente, o mais difícil de combater porque “cada vez há mais formação complementar que se encavalita nas áreas de intervenção da fisioterapia e que podem criar mau estar deontológico entre as diferentes profissões”. Depois há também, sublinha, “os profissionais que se apelidam de fisioterapeutas e que não têm formação”, entre os quais pode estar um massagista. “Nada contra, mas é muito redutor olhar para um fisioterapeuta como massagista, porque a nossa capacidade de análise, observação clínica, de fazer diagnóstico diferencial é bastante avançada; no mínimo são quatro anos de estudos intensivos”.

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