Identidade Profissional | 28-03-2023 12:00

Rita Martins: “as pessoas devem aprender a ouvir o seu corpo”

Rita Martins: “as pessoas devem aprender a ouvir o seu corpo”
IDENTIDADE PROFISSIONAL
Rita Martins é uma apaixonada pela profissão e que não se vê a fazer outra coisa

Rita Martins é fisioterapeuta e osteopata na Póvoa de Santa Iria e há mais de uma década que trata das dores a centenas de utentes. Acredita que a sua profissão faz a diferença na vida das pessoas e defende que os médicos têm um papel importante na valorização da osteopatia.

A osteopatia está a crescer e são cada vez mais os utentes que encontram naquela especialidade uma solução para as dores que a medicina convencional não consegue tratar. A convicção é de Rita Martins, fisioterapeuta e osteopata que tem consultório na Póvoa de Santa Iria e há uma década tem ajudado a mudar a vida de centenas de utentes para melhor. “Apesar da profissão ter vindo a crescer há ainda um longo caminho a percorrer para ser uma especialidade de primeira linha e a primeira que a pessoa procura quando tem dores. As pessoas são fiéis aos médicos e ainda bem. Mas se houvesse maior encaminhamento dos médicos seria uma ajuda”, explica a O MIRANTE.
A osteopatia tem uma abordagem diferente da medicina, refere. “A medicina trata a pessoa com medicação e exames e, por vezes, a medicação mascara os sintomas. É importante a parte médica conhecer melhor o nosso trabalho e encaminhar os utentes para a osteopatia quando virem que há benefícios para os utentes”, defende.
Rita Martins tem 36 anos, é de Alverca do Ribatejo, vive em Vialonga e trabalha na Póvoa de Santa Iria. Tirou a licenciatura em Fisioterapia e o seu primeiro emprego foi numa clínica em Vila Franca de Xira. Foi nessa altura que viu um concurso para a Marinha e concorreu. “Estavam a precisar de fisioterapeutas e aproveitei. Consegui entrar, fiz a recruta e o curso de sargentos e estive como militar a regime de contrato durante seis anos”, conta.

Ingressou na Marinha mas nunca embarcou
Apesar de ter entrado na Marinha não chegou a embarcar em missões. “Só embarcavam os médicos e enfermeiros. Todos os outros técnicos de diagnóstico e terapêutica ficavam em terra. A nossa tarefa era colocar os militares operacionais para as missões”, refere. Ainda assim, Rita confessa que gostava de ter experimentado andar embarcada. “Nem que fosse numa só missão pela costa portuguesa”, confessa.
Trabalhou três anos no Hospital da Marinha e das Forças Armadas, uma experiência que classifica de positiva e onde ganhou bastante experiência, sobretudo em cuidados, cuidados intensivos, casos ortopédicos e pós-cirúrgicos. “Enquanto estive na Marinha surgiu a curiosidade de estudar osteopatia para conseguir ter mais respostas e ferramentas para tratar os utentes, porque havia pessoas que faziam vários tratamentos e continuavam com dores. Na osteopatia encontrei soluções para alguns desses problemas e apaixonei-me pela área”, explica.
Criou a empresa Ritmar Saúde e diz-se uma mulher incapaz de estar parada e que tem de estar sempre a estudar e a aprender. “Entretanto tirei um curso de osteopatia pediátrica para me dedicar também às crianças. É um novo mundo e muito giro”, diz a profissional, que foi mãe há cinco meses. A osteopatia pediátrica trata a criança desde o nascimento à fase adulta, dando resposta a problemas como cólicas, refluxos, obstipação, deformações do crânio, escolioses, otites e alterações da marcha.

“As pessoas devem ouvir o seu corpo”
“O corpo humano é um mundo e nunca sabemos tudo. A dor não é mais do que um sinal que o corpo nos dá de que algo não está bem. As pessoas devem aprender a ouvir o seu corpo e agir logo que ele se queixe”, alerta a responsável. Para Rita Martins, as dores crónicas são tratáveis com planos de manutenção espaçados no tempo. Outras dores resultam, por exemplo, de estilos de vida sedentários, como o excesso de peso ou má postura, que podem ser corrigidos.
Disciplina, rigor, profissionalismo, pontualidade e simpatia são os seus principais valores de vida. “A maior virtude da minha profissão é ajudar os outros; saber que as pessoas saem daqui sem dores não tem preço”, confessa Rita Martins, que diz gostar de viver no concelho de Vila Franca de Xira. Não se vê a morar e trabalhar noutro local. “As pessoas da Póvoa são muito simpáticas e sinto-me bem acolhida. Vivemos com calma às portas de Lisboa. Não me via a viver na capital, é confusão a mais, aqui somos uma terra muito simpática”, conta. O sonho é continuar a expandir o negócio e reforçar as respostas dadas aos utentes.

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