Alcides Reis: uma história de trabalho e persistência em Ourém
Alcides Reis começou por trabalhar como mecânico no Funpark, em Ourém, ainda antes da abertura oficial do espaço. Mais de duas décadas depois, é hoje o sócio maioritário de um dos principais parques de lazer e desporto motorizado do centro do país, mantendo uma ligação diária ao projecto que ajudou a crescer desde o primeiro dia.
Alcides Reis está ligado ao Funpark, em Ourém, desde a génese do projecto. Quando o parque abriu portas ao público, no ano 2000, começou por desempenhar funções de mecânico. Passados mais de 20 anos, é hoje o sócio maioritário daquele que se tornou um dos principais espaços de lazer e desporto motorizado do centro do país. Natural de Ourém, onde nasceu e cresceu, Alcides Reis, de 59 anos, continua a viver no concelho que sempre marcou o seu percurso pessoal e profissional. Recorda uma infância feliz, profundamente ligada à mecânica. O pai tinha uma oficina e foi nesse ambiente que, ainda em criança, começou a aprender o ofício e a desenvolver o gosto pelos motores. Estudou até ao 6.º ano, em Fátima, mas começou a trabalhar muito cedo, aos 11 anos, conciliando a escola com o trabalho.
Antes de integrar o Funpark, Alcides Reis nunca tinha trabalhado por conta de outrem. Foi sempre empresário em nome próprio, tendo tido uma oficina de motorizadas. A transição do mercado das duas rodas para os automóveis revelou-se um período mais exigente, coincidindo com o convite para integrar a equipa do Funpark, ainda antes da abertura oficial do espaço. Aceitou o desafio e passou a trabalhar como mecânico, função que desempenhou durante muitos anos, acompanhando de perto o crescimento e a evolução do parque.
O Funpark nasceu num terreno onde anteriormente existia uma pista para abate de automóveis. O projecto contou, na fase inicial, com o investimento do Grupo Lena, que teve um papel determinante na construção das infra-estruturas. Ao longo dos anos, a estrutura societária foi sofrendo alterações, mas muitas das infra-estruturas e equipamentos originais continuam em funcionamento, graças a uma manutenção permanente. Com o tempo, Alcides Reis foi assumindo maiores responsabilidades, tornou-se sócio e, mais tarde, sócio maioritário. Actualmente, o Funpark ocupa uma área de cerca de oito hectares e oferece um conjunto diversificado de actividades. O karting continua a ser a principal atracção, mas o parque dispõe também de paintball, três percursos de arborismo, pista permanente de carrinhos de choque, insufláveis, pista de karts para crianças, restaurante e várias zonas de descanso e refeição.
O espaço está aberto de quarta-feira a domingo durante grande parte do ano e todos os dias no mês de Agosto, entre as 10h00 e a meia-noite. Recebe visitantes de todo o país. “Há famílias que nos visitam há mais de 25 anos”, sublinha. Empresas, escolas, grupos de amigos e famílias constituem o público habitual, sendo os eventos de team building uma das apostas do parque. O arborismo tem registado uma procura crescente por parte das escolas, pela componente pedagógica e pelo contacto com a natureza. O Funpark recebe ainda grupos estrangeiros, através de parcerias com agências de viagens, muitas vezes associadas a visitas às grutas de Mira d’Aire e da Moeda. O parque emprega actualmente nove trabalhadores, recorrendo a reforços em períodos de maior afluência. A dificuldade em encontrar mão-de-obra disponível para trabalhar ao fim-de-semana é apontada como um dos principais desafios.
Casado e pai de uma filha de 30 anos, que vive no estrangeiro, Alcides Reis passa grande parte do seu dia no Funpark. Diz sentir-se realizado profissionalmente e não se imagina a fazer outra coisa. Nos tempos livres gosta de caminhar, ir à praia, conviver com amigos e andar de kart. “Isto já é a minha vida”, resume, destacando o contacto com o público e as amizades construídas ao longo dos anos como uma das maiores recompensas do seu percurso.


