Ana Pereira mudou de rumo e criou uma clínica em Santarém onde a confiança é prioridade
Começou a trabalhar ainda adolescente, construiu quase duas décadas de carreira no ramo automóvel e, quando a vida a obrigou a mudar de rumo, decidiu arriscar. Aos 41 anos, Ana Pereira é co-fundadora da Maider Clinic, em Santarém, onde quer afirmar um projecto assente na responsabilidade, na confiança e numa visão da medicina estética ligada ao bem-estar e à auto-estima.
Começou a trabalhar ainda adolescente, fez do sentido de responsabilidade uma marca pessoal e trocou quase duas décadas no sector automóvel pelo risco de abrir uma clínica. Aos 41 anos, Ana Pereira é co-fundadora da Maider Clinic, em Santarém, e quer afirmar o projecto crescendo com seriedade, segurança e confiança. Ana Pereira nasceu em Lisboa, tem 41 anos, mas foi no Ribatejo que construiu praticamente toda a sua vida. Cresceu no concelho de Almeirim e estudou em Alpiarça, fez o seu percurso escolar e começou também a trabalhar. Entrou no mundo laboral por vontade própria, ainda jovem, e essa experiência acabaria por moldar a forma como encara o trabalho e a responsabilidade. “Comecei a trabalhar muito nova por opção própria. Assim que terminei o secundário”, recorda. Mesmo antes disso, já aos 15 anos, procurava ocupações aos fins-de-semana. Diz que foi nessa fase que aprendeu lições que continua a aplicar todos os dias.
Depois de concluir o ensino secundário, optou por seguir directamente para o mercado de trabalho. Durante 17 anos esteve ligada ao ramo automóvel, uma área de que sempre gostou. Começou como recepcionista, mas foi assumindo cada vez mais funções e responsabilidades até se tornar uma peça importante na organização da empresa onde trabalhava. “Era o braço direito do gerente. Era um trabalho que gostava muito de fazer, sempre gostei muito de carros e ainda continuo a gostar”, conta. A mudança de rumo surgiu num momento inesperado. A necessidade de sair do emprego onde estava levou-a a olhar para o futuro de outra forma e abriu espaço para um novo projecto. A ideia de criar uma clínica de medicina estética nasceu numa conversa com a sua médica e rapidamente deixou de ser apenas uma hipótese. “Naquela altura pensei mesmo: é agora ou nunca”, confessa.
Foi assim que nasceu, em Santarém, a Maider Clinic, um projecto que junta o interesse pela área da estética à vontade de criar um espaço assente na confiança. Para Ana Pereira, a medicina estética não deve ser vista como um luxo, mas como uma resposta que pode ter impacto directo na auto-estima e no bem-estar das pessoas. “Muitas pessoas associam isso a um luxo, mas na verdade tem muito a ver com auto-estima”, explica. Ver os pacientes chegarem inseguros e saírem mais tranquilos e satisfeitos é, garante, uma das maiores compensações do trabalho diário.
Na clínica, assume sobretudo funções de gestão e acompanhamento do funcionamento do espaço. Não pratica actos médicos, mas faz questão de conhecer bem os tratamentos e os procedimentos realizados. “O meu trabalho aqui é a gestão, mas gosto de saber o que se passa dentro da minha empresa e compreender os tratamentos que são feitos”, sublinha. Ao longo do percurso, houve uma palavra que se manteve sempre presente: responsabilidade. É essa a base com que encara o projecto, desde a escolha dos profissionais de saúde aos produtos utilizados. “Estamos a falar de uma clínica médica, isso traz uma responsabilidade enorme”, afirma.
A essa responsabilidade junta outros valores que considera essenciais: sinceridade, respeito e transparência. Seja na relação com colegas, fornecedores ou pacientes, acredita que a confiança se constrói no dia-a-dia, através de atitudes consistentes. Apesar de reconhecer que a Maider Clinic ainda está numa fase inicial, sente que o caminho está a ser feito com segurança. “Ainda é cedo para falar em consolidação. Estamos a dar passos pequenos, mas sentimos que as pessoas confiam em nós”, refere. O objectivo passa agora por continuar a crescer e afirmar a clínica como uma referência na área, sem perder de vista aquilo que considera essencial: resultados, decisões responsáveis e a capacidade de dizer não quando um tratamento não faz sentido. Se pudesse voltar atrás e falar com a jovem que começou a trabalhar tão cedo, deixava-lhe um conselho simples: arriscar vale a pena. “Às vezes seguimos caminhos que nunca imaginamos. E isso não significa que sejam piores, apenas diferentes”, conclui.


