"Os Campos as Passadas os Sinais" de Vergílio Alberto Vieira
Vergílio Alberto Vieira revisitado num livro onde se escrutina 50 anos de vida literária pela pena de poetas e críticos literários que dão a verdadeira dimensão do autor de “Todo o Trabalho Toda a Pena”.
Vergílio Alberto Vieira (Amares, Portugal, 1950) é um escritor, poeta e crítico literário português, com uma obra que vai da poesia à ficção, literatura juvenil, teatro e diarística. Este livro, com quase 500 páginas, reúne ensaios sobre a sua obra assinados por dezenas de autores que aproveitam também para mostrarem como a crítica literária pode ser uma arte maior da literatura, não se limitando a ajudar a discernir a qualidade do livro, o posicionamento da obra no panorama histórico e cultural, ou a fomentar a reflexão sobre o impacto da literatura no mundo.
Há nestes textos de “Os Campos As Passadas Os Sinais”, que assinalam o meio século de labor literário de Vergílio Alberto Vieira, alguns que são de antologia, que não se limitam a escrutinar a qualidade literária de cada livro de Vergílio Alberto Vieira, vão muito para além disso, como são exemplo os textos de Alexei Bueno, Ivan Junqueira, Pires Laranjeira e Cristina Robalo Cordeiro, entre muitos outros.
Sofia de Sousa Vieira organizou o livro e André Seffrin escreveu o prefácio, “Do “Sublime para Cima”, onde realça a excelência do autor a quem chama “um dos maiores polígrafos da literatura de língua portuguesa”. Para Seffrin, “Vergílio Alberto Vieira é escritor de muita erudição, mas espontânea”, o que o leva a concluir que “talvez aí resida uma das maiores qualidades de sua poesia e por extensão de sua prosa. Da lírica ao poema em prosa ou fronteiriço das artes visuais, com fabulosas passagens pelo soneto, Vergílio se sente em casa em qualquer uma dessas suas variantes formais. Mais que isso: na sua prosa ficcional tanto quanto na ensaística, nas suas anotações de diário e em tudo que se lança em seus onívoros interesses, é poeta que nunca se rendeu a modas nem procurou facilitar o trânsito dos leitores”.
Alexei Bueno, J. L. Pires Laranjeira, Vicente Araguas, Bárbara Leb Mesquita, Fernando Guimarães, Pedro Sena-Lino, Fernando Andú, Clara Janés, Pedro Alvim, Álvaro Salema, João Rui de Sousa, Luís Miranda Rocha, António Cabrita, José Manuel Vasconcelos, Ernesto Rodrigues, António Carlos Secchin, Cristina Robalo Cordeiro, Filomena Iooss, Ivan Junqueira, Gil de Carvalho e Miguel Real, Fabíola Guimaraes Pedras Mourthé, Ernesto Rodrigues, Pedro Sena-Lino, Hugo do Vale, Ramiro Teixeira e Rosa Maria Martelo são, entre muitos outros, os autores de textos que merecem ser lidos e considerados no contexto de uma “Vida Ritmada pelo Ofício Litúrgico”, título de um ensaio de Arturo Dias sobre o livro “Amante de um só dia”, datada de 2012.
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