Nacional | 22-11-2022 10:58

Posto de combustível classificado como Monumento de Interesse Público

Na portaria, publicada hoje no Diário da República é dado relevo às características do edifício, ao mesmo tempo que é referido que ele está “parcialmente adulterado”

Um posto duplo de abastecimento de combustíveis de Covas, concelho de Guimarães, projectado pelo arquitecto Fernando Távora, foi classificado como Monumento de Interesse Público (MIP), foi hoje publicado em Diário da República (DR).

Na portaria, é descrito que esta classificação “reflecte os critérios […] relativos ao carácter matricial do bem, ao génio do respectivo criador, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagística, e às circunstâncias susceptíveis de acarretarem diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade”.

No entanto, a mesma portaria reconhece que o edifício se encontra “parcialmente adulterado”.

“Considera-se que não se encontra perdida a sua capacidade evocativa do projecto original, onde o granito local, o betão e o ferro se conjugam com a envolvente natural para compor uma obra de grande valor formal e conceptual, bem ilustrativa do alcance da obra de Fernando Távora e do seu posicionamento em relação aos desafios colocados pela arquitectura moderna”, justifica a Secretaria de Estado da Cultura.

Este duplo posto de combustível de Covas, localiza-se no lugar do Salgueiral, freguesias de Creixomil e Urgeses, no concelho de Guimarães, distrito de Braga. A obra estava enquadrada num plano de localização de postos de abastecimento que foi encomendado pela SACOR em 1957.

Projectado entre 1959 e 1961, e concluído em 1967, é composto por dois postos implantados em parcelas fronteiras, na encosta do vale de Creixomil.

De acordo com a publicação em DR, o núcleo funcional das bombas é composto por zona de abastecimento protegida por largas palas, completada, no edifício a poente, por uma área de serviço que aproveita o declive do terreno, respeitando o seu grande potencial cenográfico.

“Os arranjos exteriores constituem, de resto, um todo indissociável dos edifícios, sendo indispensáveis para a interpretação do conjunto”, é escrito na publicação.

Esta classificação decorre por proposta da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), conforme foi publicado em DR a 08 de Abril, mas o processo foi iniciado em 2015.

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