Nacional | 16-01-2023 13:43

Portugueses preferem canais generalistas por conjugarem credibilidade com entretenimento

Portugueses preferem canais generalistas por conjugarem credibilidade com entretenimento

Motores de busca e redes sociais lideram o consumo, mas geram desconfiança e são encarados como menos credíveis.

Os canais de televisão abertos e os motores de busca "continuam a liderar o 'ranking' de indispensabilidade" dos portugueses, mas face a 2021 regista-se "um crescimento da necessidade de entretenimento, revela o estudo 'Meaningful Media'.

De acordo com o estudo desenvolvido pelo Havas Media Group, hoje divulgado, os resultados "indiciam" que os portugueses se habituaram a "viver com elevados níveis de incerteza e em permanente estado de alerta, pelo que os meios que melhor cumprem a função de entretenimento saem beneficiados" em 2022.

Nesse sentido, regista-se "um crescimento do consumo dos serviços de 'streaming' de vídeo (com uma subida de quatro pontos percentuais para 33%) e de áudio (com uma subida de dois pontos percentuais para 30%), comparativamente ao estudo anterior, de 2021".

Esta tendência é suportada pela "intenção de manter o nível de gasto nesta área, com um valor superado apenas pela despesa associada a 'bens alimentares' e 'cuidados de saúde'", lê-se no comunicado.

Os serviços de 'streaming' de vídeo subiram para a terceira posição na classificação dos meios mais utilizados para o entretenimento, "ultrapassando assim o YouTube". No entanto, "esta categoria continua a ser liderada pelas redes sociais (48% dos inquiridos) e canais TV abertos (48%)".

A razão da preferência dos canais generalistas, "que continuam a ter um papel proeminente no dia-a-dia dos portugueses", conjuga "credibilidade com entretenimento, o que os torna indispensáveis e uma fonte de actualização", refere o estudo.

Por sua vez, os motores de busca, "com uma percepção de indispensabilidade ex-aequo com televisão, são os que mais descem na percepção de credibilidade (cinco pontos percentuais para 36%)".

O pódio "continua a ser dominado pelos meios mais tradicionais (canais de televisão abertos e jornais, com 72% e 63%, respectivamente), mas é de destacar a considerável subida de 10 pontos percentuais da rádio, com 48% das respostas dos inquiridos".

No caso da rádio, este meio consegue "conciliar credibilidade com capacidade informativa, passando de quinto para terceiro lugar do índice de actualização de informação, uma categoria liderada pelos canais de televisão abertos (62%) e pelos motores de busca (50%)".

O estudo também conclui que os motores de busca e redes sociais lideram o consumo, mas geram desconfiança e incómodo. Ou seja, constata-se que estas plataformas são encaradas "como menos credíveis e geram elevados níveis de incómodo" e que "os elevados níveis de saturação (repetição) e de intrusão ('não os consigo evitar') são dois dos principais motivos para esta percepção generalizada".

Para esta é a terceira edição do "Meaningful Media", foram realizadas 600 entrevistas a pessoas residentes em Portugal continental, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, em Setembro de 2022.

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