Nacional | 17-01-2023 10:00

Mais de 3.300 enfermeiros saíram de Portugal desde 2020

Mais de 3.300 enfermeiros saíram de Portugal desde o início da pandemia em 2020.

Mais de 3.300 enfermeiros saíram de Portugal desde o início da pandemia em 2020 sendo a Suíça o principal país de destino para trabalhar, segundo dados da Ordem dos Enfermeiros, que apontam para uma subida da emigração em 2022. A Ordem dos Enfermeiros (OE) recebeu 3.364 pedidos de declarações para efeitos de emigração, desde o início de 2020, sendo que os dados mais recentes indicam que os pedidos voltaram a subir em 2022 totalizando 1.221, mais 308 do que em 2021 (913).
A bastonária da Ordem, Ana Rita Cavaco, enfatizou que os mais de 3.300 profissionais que deixaram o país entre 2020 e o final de 2022 corresponde ao número de enfermeiros formados anualmente pelas escolas portuguesas. Fazendo um apanhado desde 2015 Ana Rita Cavaco disse que se inscreveram na Ordem cerca de 13 mil enfermeiros, mas emigraram neste período mais de 15 mil. “Isto prova a toda a gente que não emigram só recém-licenciados. Emigram também pessoas como muita experiência, enfermeiros especialistas”, salientou a Bastonária.
A Suíça continua a ser o país que mais recebe enfermeiros portugueses, seguido de Espanha e Reino Unido que, apesar do ‘Brexit’ (processo de saída do Reino Unido da União Europeia), ainda é um dos destinos preferenciais dos profissionais, adianta a OE. Estes dados demonstram “a continuação da tendência da emigração de enfermeiros apesar da carência crónica de enfermeiros em Portugal”, diz a ordem, ao ponto de se querer contratar estes profissionais “e não haver no mercado”.
Ana Rita Cavaco explicou que Portugal forma os enfermeiros de que necessita para todo o sistema de saúde – Serviço Nacional de Saúde, sector privado e sector social -, mas depois não há contratação apesar se serem todos precisos. A Bastonária observou que há serviços ou camas encerradas por falta de enfermeiros, mas as instituições não têm autorização para contratar todos os enfermeiros de que precisam. Por outro lado, há a questão dos contratos serem a termo em que “não há estabilidade, não há carreira, não há valorização”.

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