Nacional | 24-06-2024 15:00

Psicopatas vivem entre nós e alguns ocupam lugares de poder

Psiquiatra João Carlos Melo, fala em pessoas malévolas, que não sentem culpa nem compaixão.

Aos psicopatas é associada a ideia de criminosos ou assassinos, mas muitos vivem entre nós e até ocupam lugares do poder, alerta o psiquiatra João Carlos Melo, que descreve estas pessoas como malévolas, que não sentem culpa nem compaixão.
No livro “Lugares escondidos da mente – Do mais sombrio ao mais luminoso da natureza humana”, João Carlos Melo escreve sobre estas pessoas que se escondem por detrás de “uma máscara de sanidade”, mas que “são máquinas frias, calculistas, programadas para sobreviver e atacar”.
Em entrevista à agência Lusa, João Carlos Melo explicou que os psicopatas têm uma vida e um “aspecto normal” e alguns ocupam lugares de poder, o que é “o mais complicado de tudo”.
“Disfarçam-se de cidadãos exemplares, amantes irresistíveis, profissionais briosos, adoptam discursos e gestos adequados às ocasiões. Mas as leis são as deles. Não se conformam nem respeitam as regras sociais, a menos que isso os prejudique”, afirma o psiquiatra no livro, que é lançado no sábado, em Lisboa.
Estes homens e mulheres têm poder dentro da própria família e dos grupos que fazem parte. “Depois de terem o poder revelam-se como são, humilhando e destruindo de várias maneiras os outros”.
Para o psiquiatra, a “arma principal” para combater este problema é “a informação e a divulgação” da sua existência.
“Eles vivem entre nós. Cruzamo-nos diariamente com eles, até convivemos com alguns (…). Isto não seria problemático se estas pessoas fossem inócuas”, mas são tudo menos isso, daí a necessidade de identificá-los para as pessoas perceberem quem são e se poderem defender do “perigo que constituem”, escreve.
Segundo o especialista, os psicopatas “nunca pedem ajuda” e quando o fazem é porque a mulher, no caso dos homens, os obrigou a fazer psicoterapia com a ameaça de os deixarem ou porque têm sintomas de depressão, ansiedade ou insónia.
“Mas porque não quer perder a mulher? Porque precisa dela para descarregar aquela maldade ou porque precisa dela como um objecto, para não se sentir só, mas não a respeita”, explicou.
No livro, João Carlos Melo reúne histórias reais de situações limite e ajuda a compreender a origem de determinados comportamentos e atitudes.
“O ser humano é capaz do melhor e do pior: dos actos mais cruéis, sádicos e monstruosos aos mais sublimes, generosos e grandiosos. Somos capazes de amor e de ódio – todos, individualmente e como espécie. É esta a nossa natureza, é assim que somos feitos, quer se goste ou não”, escreve o psiquiatra, autor de vários livros

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