Venezuela: Prioridade do Governo é segurança dos portugueses
O Governo português declarou hoje como prioritária a segurança dos portugueses na Venezuela e apelou à redução das tensões e ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques dos Estados Unidos e a captura do Presidente Nicolás Maduro.
O Governo português declarou hoje como prioritária a segurança dos portugueses na Venezuela e apelou à redução das tensões e ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques dos Estados Unidos e a captura do Presidente Nicolás Maduro. “A prioridade do Governo é, e continuará a ser, a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela”, afirmou hoje, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Portugal, acrescentou, "apela à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas, bem como à promoção da segurança e da tranquilidade públicas”.
Na mesma nota, o ministério liderado por Paulo Rangel indicou que a comunidade portuguesa na Venezuela se encontra “bem e calma, embora naturalmente expectante”.
Uma vez que as autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência, o Governo “reafirma o apelo à tranquilidade e precaução” já dirigido antes, em comunicado, à comunidade portuguesa na Venezuela.
Segundo o MNE, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o Governo português (PSD/CDS-PP) “estão acompanhar, em permanência e desde o seu início, a situação na Venezuela, em estreita colaboração com o senhor Presidente da República”, Marcelo Rebelo de Sousa.
O executivo está a seguir a situação através da embaixada de Portugal em Caracas e da rede consular no país e está também a realizar “contactos intensos” com os parceiros europeus, as instituições da União Europeia e os países da região, indicou o Palácio das Necessidades.
O Governo também “contactou diretamente” o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e as principais forças da oposição.
O executivo recordou que não reconheceu “os resultados eleitorais de 2024”, que deram vitória a Nicolás Maduro, contestada pela oposição.
Defendendo “o regresso tão rápido quanto possível à normalidade democrática”, o Governo adiantou que continuará “a acompanhar de perto, juntamente com os parceiros internacionais, a evolução da situação”.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de excepção. É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.


