Nacional | 05-01-2026 14:28

Rendas continuam a subir na região em contraciclo com os salários

Rendas continuam a subir na região em contraciclo com os salários

Contas do portal imobiliário Idealista mostram que arrendar casa em Portugal continua a ser dispendioso. Rendas continuam a subir embora a um ritmo mais lento face aos anos anteriores.

As rendas da habitação continuam a aumentar em Portugal, mantendo-se em contraciclo com a evolução dos salários e a agravar as dificuldades de acesso à habitação. No distrito de Santarém, os preços das casas para arrendar subiram 2,4% no último ano, fixando-se agora nos 8,4 euros por metro quadrado, um valor apesar disso abaixo da média nacional, mas que reflecte uma tendência de subida contínua também nos territórios tradicionalmente mais acessíveis.
Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), onde se insere o concelho de Vila Franca de Xira, o aumento foi mais moderado mas ainda assim significativo: as rendas cresceram 1,4% em termos homólogos. A região mantém-se como a mais cara do país para arrendar casa, com um custo médio de 19,6 euros por metro quadrado, pressionando milhares de famílias que procuram alternativas fora do centro da capital, nomeadamente nos concelhos periféricos da margem norte e sul do Tejo.
As contas foram feitas pelo portal imobiliário Idealista, divulgado a 5 de Janeiro, onde se dá conta que arrendar casa em Portugal custa actualmente 16,4 euros por metro quadrado, após um aumento de 0,9% em Dezembro face ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do abrandamento do ritmo de crescimento, os valores continuam elevados, sobretudo quando comparados com a evolução dos rendimentos do trabalho. De notar ainda que este ano as rendas das casas poderão aumentar 2,24%, de acordo com o coeficiente utilizado para a actualização anual das rendas, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).
Lisboa permanece como a cidade mais cara para arrendar, com 22,1 euros/m², seguida do Porto (17,4 euros/m²) e do Funchal (16,2 euros/m²). Ainda assim, o Porto destaca-se como a grande exceção do mercado, sendo a única capital de distrito onde as rendas desceram no último ano (-1,4%). Em sentido contrário, Ponta Delgada (22,6%), Viana do Castelo (12,3%) e Leiria (12%) registaram as maiores subidas entre as capitais de distrito.
Nas regiões, os Açores destacam-se como o território com maior subida anual das rendas (17,9%), muito acima do Algarve (5,6%) e do Centro (5,3%). O Norte foi a única região onde os preços recuaram (-1,1%).
Apesar do crescimento mais contido registado em 2025, os dados confirmam que o mercado de arrendamento continua sob forte pressão, sobretudo nas áreas urbanas e metropolitanas.
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. Segundo o portal, foram também incluídos no estudo a tipologia “moradias unifamiliares” e descartados todos os anúncios que se encontram na base de dados há vários meses sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.

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