Nacional | 07-01-2026 14:54
Discriminação escolar afecta maior parte dos alunos imigrantes
foto ilustrativa - foto Unsplash
Mais de metade dos alunos com origem imigrante afirma ter sentido discriminação na escola, revela um estudo da Universidade Nova de Lisboa. A percepção é ainda mais elevada entre os de primeira geração, atingindo 70,6%.
Mais de metade (55,7%) dos alunos com origem imigrante afirma ter sentido discriminação na escola, percepção que é maior (70,6%) entre os de primeira geração, indica um estudo que é discutido hoje numa conferência online.
“Trata-se de uma elevada incidência, que revela a persistência de comportamentos discriminatórios no contexto escolar”, assinala o estudo “Inclusão ou discriminação? Da análise dos resultados escolares às estratégias para o sucesso dos alunos com origem imigrante”, coordenado por Sílvia de Almeida, do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa.
A socióloga disse à agência Lusa que este é um dos estudos mais extensos sobre a questão, tendo sido inquiridos 935 alunos.
A maioria (46,6%) das situações de discriminação denunciadas envolve apenas alunos, e cerca de um terço (32,8%) dos que afirmam ter sido discriminados por colegas não especifica o motivo da discriminação, indicando 30,4% as características e aparência física, 24,2% a cor da pele e 19,1% o território de origem.
Os casos em que estão envolvidos professores ascendem a 35%, e os relativos a assistentes operacionais são 10,9%.
A investigação foi realizada ao longo de dois anos lectivos (2022/2023 e 2023/2024) em nove escolas com elevada percentagem de alunos com origem imigrante (OI) - três no concelho de Sintra, três no concelho da Amadora e três no concelho de Lisboa - e em turmas do 9.º ano de escolaridade.
“Trata-se de uma elevada incidência, que revela a persistência de comportamentos discriminatórios no contexto escolar”, assinala o estudo “Inclusão ou discriminação? Da análise dos resultados escolares às estratégias para o sucesso dos alunos com origem imigrante”, coordenado por Sílvia de Almeida, do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa.
A socióloga disse à agência Lusa que este é um dos estudos mais extensos sobre a questão, tendo sido inquiridos 935 alunos.
A maioria (46,6%) das situações de discriminação denunciadas envolve apenas alunos, e cerca de um terço (32,8%) dos que afirmam ter sido discriminados por colegas não especifica o motivo da discriminação, indicando 30,4% as características e aparência física, 24,2% a cor da pele e 19,1% o território de origem.
Os casos em que estão envolvidos professores ascendem a 35%, e os relativos a assistentes operacionais são 10,9%.
A investigação foi realizada ao longo de dois anos lectivos (2022/2023 e 2023/2024) em nove escolas com elevada percentagem de alunos com origem imigrante (OI) - três no concelho de Sintra, três no concelho da Amadora e três no concelho de Lisboa - e em turmas do 9.º ano de escolaridade.
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