Nacional | 08-01-2026 15:32

Pelo menos três pessoas morreram esta semana à espera de socorro

Ambulância INEM

Pelo menos três pessoas morreram esta semana à espera de ambulâncias do INEM, numa situação que evidencia falta de meios e atrasos no socorro pré-hospitalar. O instituto anunciou abertura de auditoria interna aos casos.

Pelo menos três pessoas morreram esta semana depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro, sem que os meios tenham chegado a tempo.
O INEM rejeitou responsabilidades, apontando a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais, que impede as ambulâncias de seguir para outras ocorrências.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou que o sistema de emergência pré-hospitalar é prejudicado pelo funcionamento das urgências hospitalares, defendendo uma solução conjunta para agilizar o socorro e libertar ambulâncias e macas.
Na terça-feira, um homem de 78 anos morreu na Aldeia de Paio Pires, no Seixal, depois de ter ligado inicialmente ao INEM pelas 11:20. O caso foi classificado como Prioridade 3 (resposta em 60 minutos), mas a viatura médica só chegou quase três horas depois.
O presidente do INEM, Luís Cabral, afirmou aos jornalistas que o socorro foi activado em 15 minutos, mas não havia ambulâncias disponíveis na Margem Sul para dar resposta.
Na quarta-feira, ao final da tarde, um homem de 68 anos morreu depois de ter chamado o INEM, sendo que os meios apenas chegaram mais de uma hora depois. A primeira ambulância foi acionada pelas 18:42, seguida da viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Tavira, da unidade de apoio psicológico do INEM e da polícia.
Hoje, uma mulher morreu na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos pelos meios de socorro, que não chegaram a tempo.
O INEM alegou falta de meios disponíveis e anunciou a abertura de uma auditoria interna a estes casos.

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