Nacional | 08-01-2026 17:08

Portugal regista excesso de mortalidade desde o início de Dezembro

falecimento morte velorio
foto ilustrativa

Portugal regista desde o início de Dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS e o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) referem que o excesso de mortalidade registado é um padrão compatível com a fase epidémica da gripe sazonal, com maior incidência nos grupos etários mais avançados, a partir dos 65 anos, em particular na população com 85 e mais anos, que apresenta maior vulnerabilidade aos efeitos combinados das infecções respiratórias e das temperaturas extremas.
"Observa-se igualmente um ligeiro aumento das mortes por doenças cardiovasculares e metabólicas, fenómeno frequentemente associado à exposição prolongada ao frio, sobretudo em populações mais idosas e com doença crónica prévia", refere o balanço divulgado à agência Lusa.
A DGS e o INSA sublinham que "estes padrões são consistentes com o que historicamente se observa durante períodos de circulação intensa de vírus respiratórios e condições climáticas adversas, não havendo, até ao momento, indícios de factores extraordinários ou inesperados".
Os dados da DGS e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) indicam "um aumento proporcional da mortalidade por doenças do aparelho respiratório, que passou de 9,7% no início da época gripal (na semana de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2025) para 17% no período mais recente (semana de 22 a 28 de Dezembro)".
Do ponto de vista geográfico, o excesso de mortalidade foi identificado em todo o território continental, embora as regiões Norte, Centro e Algarve tenham sido aquelas que foram primeiramente afectadas.

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