Nacional | 17-02-2026 19:59

Consolidação de aterro na A1 concluída após ruptura do dique do Mondego

Consolidação de aterro na A1 concluída após ruptura do dique do Mondego

Quatro dias após o abatimento da plataforma ao quilómetro 191, na zona de Coimbra, a concessionária garante que estão criadas as condições para avançar com a reposição da via.

Os trabalhos de consolidação do aterro sob o viaduto da Autoestrada 1 (A1), que abateu na sequência do rebentamento do dique do rio Mondego, estão concluídos, prevendo-se que a reconstrução da plataforma se inicie ainda esta semana.
Em comunicado, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) anunciou que “quatro dias depois do rebentamento do dique do Mondego, que levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191, na zona de Coimbra, estão concluídos os trabalhos de consolidação (enrocamento) do aterro”.
“Nos próximos dois dias prevê-se a conclusão da estabilização da laje de transição, no sentido Sul-Norte, sendo previsível que as obras de reconstrução da plataforma se iniciem ainda esta semana”, acrescentou a empresa.
Segundo a concessionária, foram utilizadas mais de nove mil toneladas de material pétreo para travar a erosão do aterro e proteger a área afectada, criando a base necessária aos trabalhos de reconstrução da plataforma, no sentido Norte-Sul da A1, entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte.
No terreno estiveram, ao longo dos últimos dias, mais de 70 trabalhadores e técnicos, mobilizados mais de 50 meios, entre equipamento técnico e transporte. Ao todo, 35 camiões percorreram mais de 80 mil quilómetros para assegurar o transporte dos materiais utilizados nesta primeira fase da intervenção.
Os trabalhos agora concluídos visaram impedir o agravamento dos danos provocados pela violência das águas do Mondego, após o rebentamento do dique por baixo do Viaduto C, que afectou as duas faixas de rodagem da autoestrada.
A reconstrução da laje de transição e do pavimento só poderá avançar depois de reposto o aterro, sublinhou a empresa.
Em paralelo, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) iniciou já os trabalhos para o fecho provisório da zona onde ocorreu a ruptura do dique, intervenção que decorre sob o Viaduto C.
A Brisa adiantou ainda que, nos próximos dias, será finalizada a solução técnica para a reparação definitiva da via, sendo previsível que esses trabalhos também se iniciem ainda esta semana.
A intervenção está a ser acompanhada por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação. A concessionária refere igualmente que trabalha em articulação com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) e a APA.
A ruptura da infraestrutura ocorreu na noite do dia 11 de Fevereiro, motivada pelo rebentamento do dique do Mondego e consequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excepcional de água no rio, na região de Coimbra.
Mantêm-se como alternativas para os utilizadores da A1 o corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
O abatimento da via ocorreu na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram 16 mortos em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados.

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