Nacional | 04-03-2026 14:10

Cáritas alerta para pobreza “invisível” fora das estatísticas oficiais

Cáritas alerta para pobreza “invisível” fora das estatísticas oficiais

Cáritas Portuguesa alertou hoje para situações de pobreza e exclusão que escapam às estatísticas oficiais, como nas pessoas sem-abrigo e reclusos, defendendo "especial atenção e cuidado" perante o aumento de imigrantes em contexto de exclusão.

No seu mais recente relatório sobre Pobreza e Exclusão Social, que é divulgado hoje e a que a Lusa teve acesso, a Cáritas salienta que "há vários segmentos da população que são particularmente vulneráveis a situações de pobreza e exclusão".
A Cáritas chama a atenção para "as pessoas com mais baixos níveis de escolaridade, com menor participação no mercado de trabalho, as famílias monoparentais, as pessoas com deficiência e as famílias imigrantes, incluindo as respetivas crianças".
Por outro lado, refere que as estatísticas oficiais são um retrato incompleto das situações de pobreza e exclusão em Portugal, uma vez que têm por base os inquéritos do Censos, que não incluem as pessoas em situação de sem-abrigo, os reclusos nas prisões, os nacionais e estrangeiros que vivem em alojamentos temporários ou as comunidades nómadas.
Segundo a organização católica de apoio social, os imigrantes tendem a "permanecer invisíveis" e "o aumento do número de imigrantes em situação de exclusão nos últimos anos merece especial atenção e cuidado".
O relatório indica que em 2024 a região Centro era a que apresentava o menor rendimento mediano de todas as regiões do país e que nesse mesmo ano 13,2% dos indivíduos reportaram não ter capacidade financeira para manter a casa aquecida e 25,6% não tinham capacidade para assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima de 700 euros.
Segundo a Cáritas, "são ainda muitas as famílias marcadas pela pobreza e exclusão social", apontando que "a persistência destas situações é intolerável numa economia desenvolvida, que tem os recursos para assegurar uma participação digna de todos na vida em sociedade".
Defende, por isso, que combater a pobreza deve ser um eixo prioritário das políticas públicas e da intervenção da sociedade civil, sublinhando que progressos adicionais exigirão intervenções mais robustas e mais focadas nos segmentos de maior exclusão.

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