Nacional | 04-03-2026 14:15

Portugal entre países da OCDE com maior queda no rácio da dívida desde 2020

Portugal entre países da OCDE com maior queda no rácio da dívida desde 2020

Portugal foi ainda destacado noutra métrica nesta análise da OCDE: alterações na participação do volume de títulos do Tesouro, que são habitualmente usados para absorver choques inesperados nas necessidades de financiamento, dada a maior capacidade do mercado de absorver instrumentos de curta duração.

O rácio da dívida aumentou na maioria dos países da OCDE em 2025, mas diminuiu em Portugal, que foi um dos Estados onde o peso da dívida no PIB mais caiu desde o início da pandemia, em 2020.

No relatório Global Debt Report 2026, divulgado hoje pela OCDE, lê-se que o rácio dívida/PIB aumentou em 27 países da OCDE em 2025, face a 2024, em alguns casos aproximando-se ou ultrapassando o nível atingido durante a pandemia de covid-19 em 2020.

Por outro lado, o PIB nominal "cresceu mais rápido do que o 'stock' da dívida nos 11 países restantes da OCDE em 2025, reduzindo o rácio dívida/PIB em comparação com 2024, sendo que Dinamarca, Irlanda, Portugal, Eslovénia e Turquia registaram as maiores quedas na dívida desde 2020.

Neste relatório, a OCDE conclui também que as necessidades de refinanciamento se mantiveram em percentagem do PIB para o emissor médio da OCDE entre 2024 e 2025, em torno de 7%, mas oito países registaram aumentos de pelo menos um ponto percentual.

A Bélgica, a Islândia e Portugal registaram os maiores aumentos, já que estão a "adotar medidas diferentes para lidar com as maiores necessidades de refinanciamento".

Segundo a OCDE, a Bélgica aumentou os volumes de sindicação, enquanto na Islândia subiu o número de linhas de crédito em aberto e em Portugal cresceu o número de linhas de crédito em aberto, bem como o número e a dimensão dos leilões.

"O aumento no tamanho das operações, em particular o uso de sindicações para levantar grandes somas de dinheiro numa única transação, pode apoiar a gestão de resgates, com os emissores frequentemente a planear esses eventos de oferta em torno das datas de resgate", lê-se.

Portugal foi ainda destacado noutra métrica nesta análise da OCDE: alterações na participação do volume de títulos do Tesouro, que são habitualmente usados para absorver choques inesperados nas necessidades de financiamento, dada a maior capacidade do mercado de absorver instrumentos de curta duração.

"A emissão de títulos do Tesouro aumentou na Bélgica e no Reino Unido devido a maiores necessidades de empréstimo", exemplifica a OCDE, enquanto, por outro lado, a emissão de títulos do Tesouro foi reduzida na Dinamarca e em Portugal em resposta a menores necessidades de empréstimo.

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