Nacional | 06-03-2026 12:06

DGS actualiza norma para diagnóstico e tratamento da hipertensão em adultos

DGS actualiza norma para diagnóstico e tratamento da hipertensão em adultos

Apenas 11,2% dos doentes com hipertensão arterial em Portugal têm a doença controlada, segundo dados do SNS 24. Uma nova norma da Direcção-Geral da Saúde vem reforçar o diagnóstico precoce e as orientações de tratamento para reduzir o risco cardiovascular.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma nova norma que estabelece a abordagem de diagnóstico e terapêutica da hipertensão arterial em adultos, com o objectivo de reduzir o risco cardiovascular e a morbilidade associada à doença.
A norma, divulgada na quinta-feira no ‘site’ da DGS, reforça os critérios de diagnóstico, a classificação da pressão arterial e as estratégias de tratamento para a população adulta, excluindo grávidas e casos de hipertensão secundária.
No documento é definido o rastreio e diagnóstico através da medição da pressão arterial em contexto clínico, complementada por auto-medição domiciliária ou monitorização ambulatória, bem como a classificação da pressão arterial e a identificação de emergências.
Inclui ainda a avaliação inicial com estratificação do risco cardiovascular global, pesquisa de lesão de órgão-alvo e de causas secundárias quando indicado, integrando tratamento baseado em estilos de vida, terapêutica farmacológica, seguimento e referenciação adequada, refere a DGS.
A norma recomenda que a avaliação da pressão arterial seja realizada em situações oportunas, pelo menos a cada três anos em adultos com menos de 40 anos e anualmente em pessoas com 40 ou mais anos.
Recomenda ainda uma abordagem multidisciplinar para orientação de pessoas com pressão arterial elevada e hipertensão.
Segundo a DGS, “esta estratégia permite uma visão mais abrangente e um controlo mais efectivo” da hipertensão na população.
A norma foi elaborada por proposta conjunta do Departamento da Qualidade na Saúde e do Programa Nacional para as Doenças Cerebrocardiovasculares.
Na Europa estima-se que a hipertensão arterial afecte entre 35% e 40% da população e, em Portugal, a prevalência desta doença é estimada em 42,6% na população adulta.
Dos doentes com hipertensão arterial, menos de metade estão medicados com fármacos anti-hipertensores e apenas 11,2% têm a doença controlada, segundo dados publicados no portal SNS 24.

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