Nacional | 10-04-2026 09:32

Adeptos motivam 62% das sanções disciplinares no futebol profissional em 2024/25

campo de futebol
foto ilustrativa - foto dr

Bem atrás do público, os agentes desportivos inscritos nas fichas de jogo causaram 26% do comportamento indevido, tendo sobressaído o atraso no início ou reinício dos jogos (202.749 euros), a expulsão de treinadores (97.834) e a lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa (51.547).

As infracções do público nos estádios representaram 62% dos 1,8 milhões de euros (ME) de sanções disciplinares aplicadas aos clubes da I e II Ligas em 2024/25, indica o anuário divulgado hoje pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
A utilização de artefactos pirotécnicos (560.965 euros), o arremesso de objetos sem e com reflexo no jogo (96.084 e 92.514) e a conduta incorreta (92.438) ilustram as principais transgressões dos adeptos na base das multas enfrentadas pelas 34 sociedades desportivas dos dois escalões - 18 na I Liga e 16 na II Liga, à exceção das equipas B de Benfica e FC Porto.
Bem atrás do público, os agentes desportivos inscritos nas fichas de jogo causaram 26% do comportamento indevido, tendo sobressaído o atraso no início ou reinício dos jogos (202.749 euros), a expulsão de treinadores (97.834) e a lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa (51.547).
As sociedades desportivas foram responsáveis por 12% de incumprimentos regulamentares, nos quais se incluem a inobservância de outros deveres (107.231 euros) e a inobservância qualificada de outros deveres (60.854).
Ao longo do exercício passado, em que Reinaldo Teixeira sucedeu na presidência do organismo a Pedro Proença, atual líder da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), as despesas de segurança nos dias de jogo da I e II Ligas foram de 14,9 ME e 2,5 ME, com gastos de policiamento de 5,1 ME e 1,4 ME e de vigilância a rondar 9,8 ME e 1,1 ME, respetivamente.
Os estádios acolheram 3,8 milhões de adeptos nos 306 jogos do escalão principal, conquistado pelo bicampeão Sporting, numa subida de 2,7% face a 2023/24, havendo em média 12.294 pessoas por encontro e uma taxa de ocupação de 54,2%.
Na II Liga, que consagrou o Tondela, houve uma quebra de 12% e quase 490.000 nos recintos, para médias de 1.600 por duelo e 26% de ocupação.
O anuário da LPFP detalha ainda que a divisão maior teve todos os jogos transmitidos, a exemplo do segundo escalão e da Taça da Liga, e foi vista por 34,1 milhões de televisões em Portugal, com o pico de audiências em fevereiro de 2025 (106.756) e o valor mínimo em outubro de 2024 (82.208).
No retorno mediático da prova, valorizado em 26% até aos 2.149 ME, a televisão manteve a liderança, com 54,7% do total (1.175 ME), mas perdeu preponderância em relação aos meios digitais, que subiram 62% (881 ME).
Ao juntar os dados da II Liga e da Taça da Liga, arrebatada pelo Benfica na estreia de um novo formato, só com seis participantes e sete encontros, o futebol profissional concentrou 4,4 milhões de espetadores e 3.099 ME de exposição mediática, ao gerar aumentos de 19% cada, e 46,5 milhões de audiências, para uma redução de 0,21%.
Quanto ao balanço das transações com passes de jogadores nas janelas de verão e inverno, as sociedades desportivas da I Liga juntaram 599 ME em receitas, subindo 45,7% face aos 411 ME de 2023/24, e 277 ME em gastos, ao caírem 2,5% sobre os 286 ME do período homólogo anterior.
Os primodivisionários movimentaram entre si 34 ME em transferências, numa época em que houve 602 negócios - 317 saídas e 285 entradas -, com preferência pelos mercados do sul da Europa, da América do Sul e do oeste da Ásia, sendo o Brasil o país preferido para consumar transações.
Vinte e nove atletas foram promovidos das equipas B e estrearam-se nos plantéis principais dos seus clubes, entre os quais se destacaram o bicampeão Sporting (12), o Benfica (nove) e o Sporting de Braga (cinco), enquanto Geovany Quenda, dos ‘leões’, Rodrigo Mora, do FC Porto, e Francisco Chissumba, dos ‘arsenalistas’, lideraram em tempo de utilização.
Alargando essa análise até 2012/13, quando os conjuntos B passaram a poder competir na II Liga, 802 dos 1.179 jogadores provenientes desse contexto subiram às respetivas equipas principais ou foram transferidos para outros clubes portugueses e 377 rumaram ao estrangeiro, onde o Brasil se destacou como principal mercado de destino.

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