Nacional | 10-04-2026 17:22

Estudo conclui que macroalgas removem corantes sintéticos da água

Estudo conclui que macroalgas removem corantes sintéticos da água

Os corantes sintéticos são um dos poluentes mais persistentes associados às indústrias têxtil, médica e química.

Investigadores concluíram que as macroalgas marinhas podem ser “uma solução eficaz, sustentável e de baixo custo” para a remoção de corantes sintéticos da água, segundo um estudo hoje divulgado pela Universidade de Aveiro.

Os corantes sintéticos são um dos poluentes mais persistentes associados às indústrias têxtil, médica e química.

“A libertação destes compostos para os ecossistemas aquáticos tem vindo a intensificar a poluição da água, sendo que os sistemas convencionais de tratamento nem sempre conseguem eliminá-los de forma eficiente”, explica uma nota de imprensa.

De acordo com o investigador Bruno Henriques, os corantes sintéticos são compostos orgânicos complexos e frequentemente persistentes que reduzem a penetração da luz solar na água, comprometendo a fotossíntese.

Acresce ainda que “alguns corantes apresentam toxicidade ou ecotoxicidade, podendo acumular-se ao longo da cadeia alimentar, o que levanta preocupações indiretas para a saúde humana”.

Os investigadores avaliaram a capacidade de macroalgas Fucus, Gracilaria e Ulva para remover o azul de metileno, um corante sintético utilizado como composto modelo, em diferentes tipos de água e níveis de salinidade.

“Foram testadas algas vivas e algas secas, tendo ambas apresentado elevadas taxas de remoção, embora com desempenhos distintos consoante as condições experimentais”, descreve a nota.

Os resultados mostram que a alga viva Ulva “consegue remover até 92% do corante em seis horas, atingindo valores ainda mais elevados em água doce engarrafada”.

A biomassa seca de Fucus alcança cerca de 96% de remoção em apenas meia hora, “revelando um desempenho particularmente eficaz em ambientes mais salinos”.

“Embora a biomassa seca atue mais rapidamente, as algas vivas apresentam vantagens operacionais relevantes, como a facilidade de separação após o tratamento e a capacidade de absorção de dióxido de carbono, contribuindo para a redução das emissões” indica o estudo.

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