Nacional | 16-04-2026 16:27

Marco Galinha queixa-se de notícias falsas e cobertura tendenciosa dos jornais JN, o Jogo e TSF

Marco Galinha queixa-se de notícias falsas e cobertura tendenciosa dos jornais JN, o Jogo e TSF

Antigo dono do grupo do "DN" e "JN" contesta o profissionalismo e a ética dos jornalistas das empresas que vendeu recentemente a Domingos Andrade, que acusa de escreverem de forma abusiva e sem fazerem o contraditório.

Marco Galinha o antigo patrão do Grupo Global Media distribuiu hoje um comunicado acusando a “TSF”, o jornal “O Jogo” e o “JN” de divulgarem “notícias falsas e factualmente incorretas”, acusando os órgãos de comunicação dos quais foi até ao mês passado o principal acionista. O caso está relacionado com uma greve dos trabalhadores da “Notícias Direct”, que se manifestaram em frente às instalações da Naveprinter, na Maia, contra a decisão anunciada pela empresa, detida por Marco Galinha, de cessar as colaborações com os prestadores que asseguram a distribuição aos assinantes, entre outros, do "Jornal de Notícias" e do jornal "O Jogo".

Marco Galinha garante que a persistente associação do seu nome à gestão e administração das empresas de comunicação social detidas pela empresa Notícias Ilimitadas é abusiva e “desmente falsidades e denuncia instrumentalização mediática" pela Notícias Ilimitadas tendo em conta que “não integra qualquer órgão de gestão ou administração. Marco Galinha é acionista da estrutura que detém o Global Media Group. Não integra, nem integrou nos últimos anos, qualquer Conselho de Administração, Comissão Executiva ou órgão de gestão da Notícias Direct ou de qualquer entidade operacional diretamente envolvida neste processo. A responsabilidade pela gestão corrente e pelas decisões operacionais recai exclusivamente sobre os administradores em exercício de funções”, escreve.

No comunicado, Marco Galinha não esconde ainda o seu desagrado pelo facto dos órgãos de comunicação social pertencentes à empresa Notícias Ilimitadas, proprietária da TSF, do Jornal de Notícias e de O Jogo, terem noticiado o conflito com a Notcias Direct, “sem qualquer contraditório, sem verificação dos factos e com uma uniformidade de narrativa, que não é compatível com uma cobertura jornalística independente”.

Marco Galinha acaba a sua comunicação anunciando que “face à gravidade das falsidades veiculadas e ao potencial dano reputacional e patrimonial causado ( : ) reserva o direito de acionar todos os mecanismos legais e judiciais ao seu dispor, incluindo ações cíveis por danos resultantes da difusão de informações falsas e a participação às autoridades competentes.

Notícia actualizada às 17h05 de 16 de Março


Comunicado de Imprensa

Esclarecimento público sobre notícias falsas e cobertura tendenciosa:

Marco Galinha desmente falsidades e denuncia instrumentalização mediática pela Notícias Ilimitadas

O empresário Marco Galinha vem, por este meio, prestar esclarecimentos públicos sobre as notícias falsas e factualmente incorretas que circularam nos últimos dias em vários órgãos de comunicação social, designadamente na TSF, no Jornal de Notícias e n’O Jogo, todos eles propriedade da Notícias Ilimitadas, parte diretamente interessada e parte contrária no presente diferendo comercial.

1. Marco Galinha não integra qualquer órgão de gestão ou administração. Marco Galinha é acionista da estrutura que detém o Global Media Group. Não integra, nem integrou nos últimos anos, qualquer Conselho de Administração, Comissão Executiva ou órgão de gestão da Notícias Direct ou de qualquer entidade operacional diretamente envolvida neste processo. A responsabilidade pela gestão corrente e pelas decisões operacionais recai exclusivamente sobre os administradores em exercício de funções.

A persistente associação do nome de Marco Galinha a decisões de gestão das quais não faz parte constitui uma grave imprecisão jornalística, ou, no contexto em que surge, uma estratégia deliberada de personalização do conflito com fins que transcendem o jornalismo.

2. A Notícias Ilimitadas utilizou os seus próprios órgãos de comunicação como arma num conflito comercial. O facto mais grave desta situação não é o diferendo comercial em si, que tem contornos legítimos e que será resolvido nos foros competentes, mas sim a instrumentalização editorial a que assistimos.

A Notícias Ilimitadas é proprietária da TSF, do Jornal de Notícias e d’O Jogo. Foram precisamente estes três órgãos que, de forma coordenada, publicaram e amplificaram as mesmas afirmações falsas sobre Marco Galinha, sem qualquer contraditório, sem verificação dos factos e com uma uniformidade de narrativa que não é compatível com uma cobertura jornalística independente.

Utilizar os próprios meios de comunicação social como instrumentos de pressão num conflito comercial e judicial é uma violação flagrante dos mais elementares princípios deontológicos do jornalismo e uma ameaça séria à credibilidade e independência da imprensa portuguesa. Esta situação deverá ser analisada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e pelos órgãos de autorregulação do setor.

3. Pelo contrário, é a Notícias Ilimitadas, proprietária dos referidos OCS, que têm rendas em dívida a uma empresa diretamente detida pelo Grupo de Marco Galinha, relativas ao imóvel onde exerce a sua atividade.

É, pois, com manifesta má-fé que a Notícias Ilimitadas. enquanto devedora em incumprimento. utiliza os seus próprios órgãos de comunicação para imputar publicamente dívidas inexistentes a Marco Galinha. Este comportamento revela não só uma estratégia de desvio de atenções, como configura uma instrumentalização do espaço editorial para pressionar um credor legítimo, o que agrava consideravelmente a gravidade ética e jurídica da situação.

4. Face à gravidade das falsidades veiculadas e ao potencial dano reputacional e patrimonial causado, Marco Galinha reserva o direito de acionar todos os mecanismos legais e judiciais ao seu dispor, incluindo ações cíveis por danos resultantes da difusão de informações falsas e a participação às autoridades competentes.

Para esclarecimentos adicionais ou solicitação de entrevista, contactar:
comunicacao@grupobel.pt

Lisboa, 16 de abril de 2026
Marco Galinha

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