Nacional | 28-04-2026 13:33

Médicos alertam para barreiras e atrasos no acesso à saúde de doentes alérgicos

Médicos alertam para barreiras e atrasos no acesso à saúde de doentes alérgicos

Atraso na revisão da rede de referenciação está a criar desigualdades e a limitar a capacidade de resposta do SNS, alerta bastonário da Ordem dos Médicos.

A Ordem dos Médicos alertou esta terça-feira, 28 de Abril, para as barreiras e atrasos no acesso à saúde de quem tem doenças alérgicas e apontou a desatualização da rede de referenciação hospitalar e a não comparticipação da imunoterapia com alergénicos.

Em comunicado, a Ordem dos Médicos (OM) diz que estas “duas falhas estruturais” criam desigualdades e adianta que já informou destas preocupações e pediu medidas urgentes ao Ministério da Saúde, à Direção Executiva do SNS e ao Infarmed.

Lembra que a rede de referenciação existente deveria ter sido revista em 2023, tal como determina a Lei, “mas nada foi feito” e que o actual documento orientador está desajustado face à nova organização hospitalar do Serviço Nacional de Saúde, utiliza dados populacionais antigos e mantém limitações que dificultam a realização de exames e tratamentos.

A OM avisa que estas restrições aumentam as listas de espera, obrigam doentes a “deslocações desnecessárias” e “prejudicam a formação de novos especialistas numa área com carência de profissionais”.

Citado no comunicado, o bastonário da OM, Carlos Cortes, considera que o atraso na revisão da rede de referenciação “está a criar desigualdades e a limitar a capacidade de resposta do SNS” e alerta para a urgência da sua atualização.

Esta alerta da OM surge num momento de particular intensificação das doenças alérgicas, numa altura em que Portugal continental regista concentrações elevadas de pólen em quase todo o território.

As doenças alérgicas afetam mais de 30% da população portuguesa: a rinite alérgica atinge cerca de 25% dos portugueses, a asma afecta 7,1% dos adultos - o que corresponde a aproximadamente 700 mil pessoas. A rinite alérgica atinge cerca de 25% dos portugueses, a asma afeta 7,1% dos adultos - o que corresponde a aproximadamente 700 mil pessoas - e 8% a 9% das crianças e adolescentes.

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