Grupo Nabeiro investe mais de 20 milhões para duplicar produção e acelerar expansão internacional
Momento em que a empresa entra no Top 20 mundial das marcas de café e reforça a ambição de chegar ao Top 10 global.
O Grupo Nabeiro–Delta Cafés vai investir mais de 20 milhões de euros na fábrica Novadelta, em Campo Maior, num projecto que duplica a capacidade de produção anual e reforça a posição da empresa como maior torrefatora da Península Ibérica. O anúncio foi feito numa cerimónia que contou com a presença do primeiro‑ministro, Luís Montenegro, e da administração do grupo.
O investimento, iniciado em 2019 e actualmente em fase avançada, inclui um novo armazém de café verde, silos de armazenamento, um torrador de grande capacidade, novos moinhos industriais, linhas de embalamento e de produção de cápsulas, além de um parque fotovoltaico e sistemas de automação e digitalização com recurso a inteligência artificial. A fábrica, que produz hoje cerca de 100 toneladas de café por dia, ficará preparada para responder ao crescimento da procura nos mercados nacional e internacional.
Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro–Delta Cafés, sublinha que esta aposta representa “muito mais do que o reforço da capacidade industrial”, afirmando tratar‑se de uma decisão estratégica para competir “com os maiores players globais, a partir de Campo Maior, a partir de Portugal”. O responsável destaca ainda o impacto económico e social na região, onde se concentram as raízes da empresa fundada por Rui Nabeiro.
O investimento surge num momento de forte expansão internacional. Com presença em mais de 50 países e cerca de 35% da facturação proveniente do exterior, o grupo entrou recentemente no Top 20 mundial das marcas de café, subindo dois lugares em apenas dois anos. “É a prova de que estamos no caminho certo”, afirma Rui Miguel Nabeiro, que assume como objectivo alcançar o Top 10 global, mantendo os valores de proximidade, autenticidade e compromisso com as pessoas.
Com esta modernização, a Novadelta reforça a flexibilidade industrial e a capacidade de resposta às exigências de um mercado cada vez mais competitivo, consolidando Campo Maior como centro estratégico da produção de café em Portugal.


