Inflação e custo de vida sobem mas sem alarme para Governo
Estimativa divulgada pelo INE revela que a taxa de inflação acelerou para 3,4% em Abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quinta-feira, 30 de Abril, que o Governo sabe que a taxa de inflação subiu e que “o custo de vida está a aumentar”, o que é preocupante, mas “não é ainda motivo para alarme”.
À margem de uma visita à 42.ª Ovibeja, certame agropecuário que decorre em Beja e onde se realiza hoje a reunião do Conselho de Ministros, o chefe do Governo foi questionado pelos jornalistas sobre a subida da taxa da inflação, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo INE, a taxa de inflação acelerou para 3,4% em Abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis.
“Preocupados e apreensivos estamos todos, mas não é ainda motivo para alarme, não vale a pena estarmos a antecipar problemas que ainda podemos evitar”, afirmou.
O Governo está, pois, “muito atento à evolução dos preços, à evolução dos preços dos bens mais essenciais à vida das pessoas” e “não deixará de estar atuante, de acordo com um critério que é de responsabilidade e de prudência, de adequação à evolução da realidade”, garantiu.
O chefe do executivo destacou os apoios directos do Governo às famílias para fazerem face ao aumento do preço dos combustíveis e indiretos nos setores dos transportes, quer de mercadorias, quer de passageiros.
“Sabemos que o custo de vida está a aumentar, que há uma taxa de inflação que foi agora revista, precisamente nesta viagem que fiz de Campo Maior até Beja, de 2,7% para 3,4%”, admitiu.
E, acrescentou, até há bens que “aumentam muito mais do que isso” , o que “aconteceu também nas últimas semanas”. “Portanto, nós vamos avaliar as circunstâncias dentro do critério da responsabilidade, da prudência, mas também de não deixaremos de estar atuantes junto das famílias e das empresas”, vincou.


