Nacional | 13-05-2026 13:41

Covid-19: Autoridades garantem que decisões sobre vacinação foram seguras e transparentes

Covid-19: Autoridades garantem que decisões sobre vacinação foram seguras e transparentes

Graça Freitas lembrou que, quando foram administradas, as vacinas tinham autorização de introdução no mercado, baseada numa avaliação de risco-benefício, e que o processo de aquisição foi conduzido pela Comissão Europeia.

O presidente do Infarmed garantiu hoje que todas as decisões das autoridades sobre vacinação na pandemia foram tomadas com base na evidência do mundo real e que nunca foram saltadas etapas de segurança.

“As decisões foram tomadas com base na evidência do mundo real (…) e os estudos mostram que as vacinas têm um perfil segurança muito bom e adequado à sua utilização”, afirmou Rui Ivo, que falava numa audição na comissão parlamentar de saúde.

Também ouvida nesta audição, a pedido do Chega, sobre transparência contratual, comunicação pública do risco, farmacovigilância e eventual responsabilidade do Estado no âmbito da vacinação contra a covid-19, a ex-diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, corroborou a posição do Infarmed.

Graça Freitas lembrou que, quando foram administradas, as vacinas tinham autorização de introdução no mercado, baseada numa avaliação de risco-benefício, e que o processo de aquisição foi conduzido pela Comissão Europeia.

Ambos os responsáveis sublinharam que a comunicação à população foi sempre transparente, contínua e coordenada.

Rui Ivo disse que a avaliação das vacinas foi feita nos mesmos moldes daquela que acontece para os restantes medicamentos, “com a necessidade de adaptação às circunstâncias”.

Como exemplos dessa adaptação, apontou o facto de os relatórios de segurança serem mais regulares: “O escrutínio era mais frequente”.

Quanto ao escrutínio, referiu as alterações feitas às faixas etárias para as quais estava recomendada a vacina da Pfizer: “quando o risco é superior ao benefício, as autoridades atuam”.

Rui Ivo garantiu ainda que houve transparência na informação divulgada aos cidadãos, sublinhando que tudo o que estava a cada momento disponível “foi sempre objeto de comunicação”.

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