Nacional | 15-05-2026 10:27

PSP apanha em média 11 condutores por dia sem carta nos primeiros quatro meses do ano

PSP apanha em média 11 condutores por dia sem carta nos primeiros quatro meses do ano
foto ilustrativa

A polícia alerta para uma prática que considera representar um risco elevado para a segurança rodoviária e promete manter o reforço das acções de prevenção, fiscalização e sensibilização em todo o território nacional.

A PSP deteve, nos primeiros quatro meses deste ano, 1.356 automobilistas por falta de carta de condução, uma média de 11 por dia, no âmbito de 7.027 operações de prevenção e fiscalização rodoviária.
Segundo dados divulgados pela Polícia de Segurança Pública, entre 1 de Janeiro e 30 de Abril foram fiscalizados 239.872 condutores. Além das detenções por falta de habilitação legal, foram registadas 75.947 contra-ordenações e 4.262 crimes rodoviários, a maioria dos quais relacionados com excesso de álcool no sangue.
Em todo o ano de 2025, a PSP tinha efectuado 3.886 detenções por condução sem carta, mais 1.170 do que em 2024, o que correspondeu a um aumento aproximado de 43%.
Apesar de, nos primeiros quatro meses de 2026, terem sido efectuadas menos 66 detenções do que em igual período do ano anterior, a PSP sublinha que continua a detectar números elevados deste ilícito criminal, situação que, segundo a força de segurança, “obriga a reflectir sobre esta temática e o quanto a mesma pode influenciar a sinistralidade rodoviária”.
A condução sem habilitação legal constitui crime punível com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias.
A PSP considera que conduzir sem carta representa “um elevado risco para a segurança rodoviária”, uma vez que estes condutores não possuem, em muitos casos, formação adequada, desconhecem regras fundamentais do Código da Estrada e não desenvolveram competências técnicas e comportamentais indispensáveis a uma condução segura.
A polícia recorda ainda que a obtenção de habilitação legal para conduzir é “não apenas uma obrigação legal”, mas também uma garantia mínima de que o condutor possui os conhecimentos teóricos e práticos necessários para circular em segurança, protegendo a sua vida e a dos restantes utilizadores da via pública.
A PSP afirma que o número de infracções por falta de carta, ainda provisório e em consolidação, resulta da intensificação das operações de prevenção e fiscalização rodoviária realizadas em todo o território nacional, mas entende que os dados reflectem “uma tendência preocupante” e sublinham a necessidade de maior responsabilidade por parte dos condutores.
Desde o início do ano, segundo a mesma autoridade, ocorreram 19.693 acidentes rodoviários, dos quais resultaram 30 mortos e 242 feridos graves.
As vítimas mortais no continente registaram-se maioritariamente no distrito de Lisboa, com 13 mortes, seguindo-se Coimbra, com cinco, Porto, com três, Santarém e Setúbal, ambos com duas, e Braga, com uma. Na Região Autónoma da Madeira foram registadas três mortes e nos Açores uma.

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