Suspeito de terrorismo e tráfico de droga extraditado de Portugal para a Índia
Homem de 31 anos era procurado pelas autoridades indianas desde 2020, mas a entrega só avançou depois de garantias sobre os limites da pena a cumprir.
Um cidadão estrangeiro, de 31 anos, procurado pelas autoridades indianas por suspeitas de terrorismo, associação criminosa e tráfico de heroína, foi extraditado de Portugal para a Índia, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
Segundo a PJ, sobre o homem pendia um mandado de detenção internacional emitido pelas autoridades indianas em Outubro de 2020, por crimes ocorridos entre 2018 e 2020. A extradição concretizou-se na passada terça-feira, na sequência de decisão do Tribunal da Relação de Lisboa.
A entrega às autoridades indianas foi determinada depois de o Estado receptor ter prestado garantias, no âmbito da cooperação penal internacional, de que o extraditado verá a pena revista até ao máximo de 25 anos, respeitando a moldura penal portuguesa.
O homem tinha sido detido em Julho de 2021 pelo extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, mas acabou libertado por decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que negou então a extradição por considerar insuficientes as garantias dadas pelas autoridades indianas de que não cumpriria prisão perpétua ou pena de morte.
Em Outubro de 2022, foi novamente detido, desta vez no âmbito de uma operação da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ, por crimes praticados em co-autoria em Portugal.
Em causa estavam suspeitas de rapto, roubo e ofensas à integridade física qualificada, ocorridos em Agosto desse ano, tendo como vítima um homem de 35 anos da mesma nacionalidade.
Presente ao Tribunal de Instrução Criminal, o suspeito ficou em prisão preventiva e viria a ser condenado a uma pena de cinco anos e três meses de prisão.


