Nacional | 19-05-2026 17:21

Médicos de Saúde Pública consideram baixo o risco de Ébola para Portugal

consuta medica mulher menopausa
foto ilustrativa

O surto de Ébola na República Democrática do Congo representa um risco baixo para Portugal, segundo a ANMSP. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já desaconselhou viagens não essenciais para o país africano.

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP) defendeu hoje que o surto de Ébola na República Democrática do Congo representa um risco baixo para Portugal, apesar de constituir uma “situação preocupante” a nível internacional.
“O risco é baixo para Portugal e para os países fora daquela zona endémica”, adiantou o presidente da ANMSP à Lusa, no dia em que se reúne o Comité de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para emitir recomendações temporárias aos seus Estados-membros, na sequência do surto que terá provocado 130 mortes na República Democrática do Congo (RDCongo) nas últimas semanas.
Segundo Bernardo Gomes, é expectável que o impacto “seja bastante substancial” na região atingida pelo surto provocado pelo vírus Bundibugyo, para o qual ainda não existe um tratamento específico ou uma vacina licenciada.
“Para os países que não estão ali próximos, vai ser preciso revisitar a preparação para lidar eventualmente com algum caso, mas o potencial de dispersão geral é baixo”, realçou o especialista, que admite que as estimativas iniciais sobre a dimensão do surto “podem estar abaixo da realidade”, devido às dificuldades de testagem e às características do próprio vírus.
Bernardo Gomes salientou ainda que o “principal foco” em Portugal deve estar centrado no aconselhamento de viajantes para a região, incluindo trabalhadores, e, de uma forma genérica, na revisão dos planos de preparação e resposta do país.
O médico considerou ainda que será necessário apoio e investimento internacional para conter o mais rapidamente possível a transmissão do vírus nos países africanos afectados, reiterando que, apesar de ser necessário “manter alguma vigilância”, o “risco não é relevante de momento” para Portugal.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou hoje aos portugueses que evitem a “realização de viagens não essenciais” à RDCongo e adoptem “precauções e medidas de segurança excepcionais” caso seja mesmo necessário viajar para o país.

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