Nacional | 21-05-2026 13:46

Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar em vigília contra nova lei orgânica do INEM

Ambulância INEM

Técnicos de emergência pré-hospitalar iniciaram hoje uma vigília contra a nova lei orgânica do INEM junto do Ministério da Saúde, onde vão entregar um manifesto com críticas à reorganização e propostas para “salvar a emergência”.

Faixas com mensagens como “Salvar a emergência do INEM” e “Refundação não é destruição” marcam a primeira de várias acções de protesto dos profissionais, que alertam para os riscos da reforma e exigem mudanças no processo de reorganização do instituto.
Algumas dezenas de trabalhadores, vestidos com ‘t-shirts’ brancas com a frase “Refundação não é destruição. INEM somos nós” e empunhando cartazes com palavras de ordem como “ministra Ana Paula Martins, ofereça ao presidente do INEM um par de patins” e “Ministra, isto é Portugal, não é a ilha do Cabral”, participam na iniciativa promovida pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), à qual se juntou a Comissão de Trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Em declarações à Lusa, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, explicou que a vigília pretende demonstrar “o descontentamento dos trabalhadores” face ao que considera ser “a destruição” e “o desmantelamento” do INEM, após meses em que a reforma foi apresentada como uma “refundação” do instituto.
Segundo o dirigente sindical, as medidas conhecidas através dos despachos publicados e das declarações do Governo após a aprovação da nova lei orgânica em Conselho de Ministros “são muito preocupantes” e traduzem-se “numa redução da quantidade e da qualidade da capacidade de resposta do INEM”.
Rui Lázaro acusou ainda a reforma de prever a redução do número de ambulâncias, da capacidade de transporte de doentes e da formação prestada, além de abrir espaço à intervenção de entidades privadas “sem formação adequada” no transporte urgente de doentes.
O presidente do sindicato afirmou que os trabalhadores decidiram, em plenário, avançar com “uma série de acções reivindicativas”, que só terminarão quando o Governo suspender as medidas em curso e envolver os profissionais na reorganização do INEM, com o objectivo de garantir “mais e melhores cuidados para os cidadãos”.

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