CP anuncia serviços mínimos e alerta para possíveis perturbações na circulação ferroviária
Os passageiros com bilhetes já adquiridos para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional poderão pedir reembolso total ou trocar gratuitamente o bilhete por outro do mesmo serviço e classe.
A CP informou hoje que poderão ocorrer perturbações na circulação ferroviária entre terça e quinta-feira, na sequência da greve geral marcada para 3 de Junho. A empresa divulgou também os serviços mínimos previstos para os comboios urbanos, regionais e de longo curso.
Num aviso publicado no seu site, a transportadora explica que a paralisação foi convocada por vários sindicatos e que, além do próprio dia 3 de junho, poderão existir impactos na circulação no dia anterior e no seguinte.
A CP refere ainda que foram estabelecidos serviços mínimos, consultáveis online, abrangendo as ligações Alfa Pendular e Intercidades, os serviços Regionais e InterRegionais, bem como os Urbanos do Porto, Coimbra e Lisboa.
Os passageiros com bilhetes já adquiridos para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional poderão pedir reembolso total ou trocar gratuitamente o bilhete por outro do mesmo serviço e classe.
Segundo a empresa, estas alterações podem ser feitas online ou através da aplicação CP até 15 minutos antes da partida do comboio na estação de origem. O reembolso também pode ser solicitado nas bilheteiras, antes ou depois da data da viagem, até 10 dias após o fim da greve, ou ainda através do formulário online “Reembolso por Atraso ou Supressão”, embora neste caso os tempos de resposta possam ser mais longos.
A greve geral de 3 de Junho foi convocada pela CGTP, em protesto contra as alterações à lei laboral, depois de as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
O executivo aprovou entretanto a proposta de revisão da legislação laboral em Conselho de Ministros, que seguirá para discussão no Parlamento. O processo surge após o fim das negociações na Concertação Social, sem consenso entre as partes.
A paralisação deverá ter forte adesão, com a participação já anunciada de sindicatos de vários sectores, incluindo administração pública — com destaque para saúde e educação —, transportes, aviação, comércio e outros.


