Estudo alerta para riscos de saúde em bombeiros expostos a fogos florestais
Os dados foram recolhidos entre 2021 e 2023 em dois momentos distintos. A primeira fase da avaliação foi feita antes do início da época de fogos florestais. A segunda fase avançou em pleno terreno.
Quanto mais tempo um bombeiro passa no combate a incêndios florestais, maior é o risco de sofrer impactos negativos na saúde devido à exposição ocupacional. Esta é a principal conclusão de uma investigação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) divulgada este domingo.
O estudo, desenvolvido por Filipa Esteves no âmbito do seu doutoramento em Saúde Pública na FMUP, analisou os riscos do trabalho dos operacionais portugueses. O objectivo passou também por identificar biomarcadores — indicadores biológicos no organismo — que possam ajudar a monitorizar e proteger a saúde destes profissionais no futuro.
A investigação acompanhou cerca de 60 bombeiros da região Norte de Portugal.
Os dados foram recolhidos entre 2021 e 2023 em dois momentos distintos. A primeira fase da avaliação foi feita antes do início da época de fogos florestais. A segunda fase avançou em pleno terreno, logo após os bombeiros terem participado no combate a um incêndio na floresta, permitindo comparar os efeitos directos da exposição ao fumo e ao esforço extremo.


