Nacional | 01-06-2026 10:55

Crianças em Portugal passam em média 38 horas por semana na escola

PROFESSORES AULAS CRIANCAS
foto ilustrativa

Entre os alunos do 1.º ciclo e os 12 anos, Portugal lidera mesmo entre os países da União Europeia no número de horas passadas na escola.

As crianças portuguesas passam, em média, 38 horas por semana em creches, jardins de infância ou escolas, um dos valores mais elevados da União Europeia. Os dados, divulgados pela Pordata com base em estatísticas do Eurostat referentes a 2025, foram apresentados por ocasião do Dia Mundial da Criança.
A partir dos três anos de idade, as crianças permanecem cerca de 38 horas semanais em estabelecimentos de ensino, o equivalente a quase um terço do seu tempo ao longo dos cinco dias úteis da semana. Entre os alunos do 1.º ciclo e os 12 anos, Portugal lidera mesmo entre os países da União Europeia no número de horas passadas na escola.
No grupo etário dos três aos seis anos, a média nacional situa-se nas 38,3 horas semanais, ficando apenas atrás da Hungria (44,3 horas), Letónia (40,7) e Lituânia (39,0). Até aos três anos, as crianças portuguesas frequentam respostas formais de educação durante cerca de 36,7 horas por semana, acima da média europeia de 30,5 horas.
A realidade europeia apresenta diferenças significativas. Em países como a Alemanha, a Irlanda e os Países Baixos, mesmo após o início da escolaridade obrigatória, muitas crianças passam menos de 30 horas por semana na escola.
Com mais de 1,5 milhões de crianças residentes, Portugal destaca-se também pela elevada cobertura dos serviços formais de educação. Em 2025, cerca de 58% das crianças até aos três anos estavam integradas em creches, infantários ou amas certificadas, acima da média europeia de 40,5%. Já em 2024, 94,5% das crianças com três ou mais anos frequentavam o ensino pré-escolar.
O estudo da Pordata analisa igualmente a evolução demográfica da população infantil portuguesa. Nas últimas cinco décadas, Portugal passou de segundo para quarto país da União Europeia com menor proporção de crianças até aos 12 anos, registando uma redução de 22% para 9,8% entre 1975 e 2025.
Actualmente, quase todos os municípios portugueses têm menos crianças do que em 1991. As excepções são apenas Aljezur, Lisboa, Montijo e Vila Velha de Ródão. Em sentido contrário, alguns municípios da Madeira registaram as maiores quebras populacionais infantis.
No plano familiar, cerca de sete em cada dez crianças vivem com um casal, enquanto duas em cada dez integram agregados com mais de dois adultos. As famílias monoparentais representam aproximadamente 11% do total.

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