Ministra estranha críticas da CAP e garante que houve diálogo no plano de restauro da natureza
Maria da Graça Carvalho rejeita acusações de falta de discussão prévia e lembra que a Confederação dos Agricultores de Portugal participou em reuniões da comissão de acompanhamento. Plano prevê investimento médio de 500 milhões de euros por ano até 2030.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, rejeitou as críticas da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que acusou o Governo de falta de diálogo na preparação do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN). A governante disse estranhar a posição da confederação, garantindo que o processo envolveu mais de 50 reuniões e que a CAP participou em trabalhos da comissão de acompanhamento.
A polémica surgiu no dia da apresentação pública do PNRN, em Lisboa, com a CAP a anunciar que estaria propositadamente ausente da sessão. Em comunicado, a confederação considerou “incompreensível e institucionalmente grave” que o Governo avançasse com a apresentação do plano sem que as medidas tivessem sido previamente discutidas e apreciadas pela comissão criada para acompanhar o processo.
Questionada pelos jornalistas no final da apresentação, Maria da Graça Carvalho recusou a ideia de falta de diálogo. A ministra afirmou que a CAP integra a comissão de acompanhamento e esteve presente em reuniões, acrescentando que essa participação pode ser confirmada através dos vídeos públicos dessas sessões. “A CAP esteve presente, acho estranho”, afirmou.
A governante explicou que a apresentação do documento corresponde ao encerramento de uma primeira fase de trabalho e que o plano seguirá agora para consulta formal junto de vários sectores económicos, incluindo agricultura, indústria e floresta. Depois dessa etapa, o documento será colocado em consulta pública formal.
O Plano Nacional de Restauro da Natureza prevê um investimento médio de 500 milhões de euros por ano até 2030. O documento identifica necessidades de intervenção em todos os sectores e propõe mais de 400 medidas destinadas à recuperação de ecossistemas e à valorização do património natural.


