Nacional | 12-06-2026 12:42

Falha informática paralisa centros de saúde

pirata informatico
foto ilustrativa - foto dr

Milhares de utentes estão esta sexta-feira a enfrentar dificuldades no acesso a cuidados de saúde devido a uma falha informática que afecta centros de saúde e farmácias em todo o país.

Uma falha informática está a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames, alertou hoje o Sindicato Independente dos Médicos.
Segundo o secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Hugo Cadavez, a interrupção dos sistemas informáticos começou cerca das 08h50 e está a provocar constrangimentos significativos na actividade dos centros de saúde.
O responsável explicou que os profissionais não conseguem consultar os processos dos doentes, aceder aos antecedentes clínicos, prescrever medicamentos ou requisitar exames complementares de diagnóstico.
De acordo com o dirigente do SIM, a situação afecta médicos, enfermeiros e assistentes técnicos, incluindo os serviços administrativos das unidades de cuidados de saúde primários.
Nos hospitais, acrescentou, os constrangimentos verificam-se nos sistemas que dependem de ligação à Internet.
Contactada pela agência Lusa, a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino, disse que o problema também está a afectar as farmácias.
“Não estamos a conseguir aceder à base de dados de prescrições e não conseguimos fazer a dispensa electrónica”, adiantou Ema Paulino, referindo que os constrangimentos começaram cerca das 09h00 de hoje.
O Sindicato Independente dos Médicos exigiu esclarecimentos urgentes do Ministério da Saúde e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde sobre a causa da falha, o tempo previsível para a reposição do serviço, as medidas de contingência activadas, as garantias de segurança clínica e protecção de dados, bem como as medidas que serão adoptadas para evitar a repetição de episódios desta natureza.
“É indispensável que sejam dadas informações claras às unidades de saúde, aos médicos e aos utentes. O silêncio, a descoordenação e a ausência de instruções uniformes agravam a insegurança e empurram para os profissionais a gestão de uma crise que é estrutural e organizativa”, defendeu.

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