Nacional | 18-06-2026 14:51

Greve na educação encerra escolas mas poupa exames nacionais

Greve na educação encerra escolas mas poupa exames nacionais

Paralisação convocada pelo S.TO.P. contestou a reforma laboral do Governo e teve maior impacto inicial no norte do país.

A greve nacional da educação encerrou hoje algumas escolas, sobretudo no norte do país, mas não afectou a realização dos exames nacionais, segundo um primeiro balanço do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.), que convocou a paralisação.
“Neste momento sabemos que a norte há bastantes escolas a fechar, mas ainda não temos dados completos. Mas mais do que escolas fechadas, achamos que a greve marca uma posição de contestação ao Governo”, afirmou à Lusa Daniel Martins, do S.TO.P..
O dirigente sindical sublinhou que o pré-aviso de greve “garante que não serão afectados os exames nacionais”, deixando de fora da paralisação o exame nacional do ensino secundário de Biologia e Geologia, marcado para hoje.
A greve surge em protesto contra o agendamento, para hoje, da discussão parlamentar do novo pacote laboral do Governo, poucos dias depois de uma greve geral de trabalhadores. Daniel Martins sustenta que as alterações propostas irão agravar as condições de trabalho e, por consequência, piorar a escola pública.
O novo pacote laboral, contestado pelas estruturas sindicais, já tinha motivado duas greves gerais: uma em 11 de Dezembro, que juntou CGTP-IN e UGT, e outra em 03 de Junho, convocada apenas pela CGTP.
Entre as alterações legislativas mais criticadas estão o alargamento dos contratos a prazo, as novas regras de acesso à dispensa para amamentação, a reintrodução do banco de horas individual e a não reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita.
Sem acordo na concertação social, o diploma do Governo seguiu para o parlamento, onde é hoje debatido.

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