Calor faz disparar chamadas para o INEM em Junho
As autoridades de saúde relembram que os idosos, as crianças pequenas, os doentes crónicos e os profissionais expostos ao calor são os grupos mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas extremas, requerendo especial atenção quem sofre de patologias cardiovasculares, respiratórias, renais ou metabólicas.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou um aumento significativo na procura dos seus serviços durante as primeiras três semanas de Junho, contabilizando mais 6.000 chamadas em comparação com o mesmo período de 2025. Este acréscimo de actividade, sentido nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) desde o final de Maio, está directamente associado aos efeitos das temperaturas elevadas, que potenciam o aparecimento de doenças agudas e o agravamento de patologias crónicas. Entre 1 e 21 deJunho, os CODU receberam cerca de 97.900 chamadas, traduzindo-se numa média diária superior a 4.660 contactos, o que representa uma subida de 6,5% face à média diária de 4.377 registada no ano anterior.
De acordo com o instituto, os motivos mais frequentes para o contacto com a linha de emergência incluem dificuldades respiratórias, agravamento de problemas cardiovasculares, episódios de desidratação, síncopes e alterações do estado geral de saúde causadas pela exposição prolongada ao calor intenso. Embora a gravidade clínica das ocorrências esteja sob monitorização contínua, o INEM sublinha que a pressão sobre o Sistema Integrado de Emergência Médica é generalizada em todo o país, manifestando-se com maior intensidade em regiões com um aumento populacional sazonal, como é o caso do Algarve. Para fazer face a este fluxo, o Algarve conta com um Plano de Reforço Operacional activo até ao fim de Setembro, garantindo a articulação contínua do INEM com parceiros como os bombeiros, a Cruz Vermelha Portuguesa, os hospitais públicos, as forças de segurança e a protecção civil.


