Portugal na rota do tráfico marítimo internacional
Uma das principais inovações tecnológicas é a utilização de embarcações semi-submersíveis em rotas transatlânticas, algo que antes se limitava a curtas distâncias no Oceano Pacífico e no Mar das Caraíbas.
De acordo com o relatório de 2026 das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Portugal passou a integrar a rota do tráfico marítimo de cocaína direccionado para a Europa. Esta tendência reflecte uma mudança geográfica nas apreensões da substância, que diminuíram nos grandes portos da Europa ocidental e central — como Antuérpia, Roterdão e Hamburgo — devido à forte cooperação internacional entre agências, deslocando-se agora para portos mais pequenos em países como França, Espanha e Portugal.
O documento destaca ainda que, após um aumento de sete vezes na quantidade de droga apreendida entre 2014 e 2023, as redes criminosas adaptaram os seus métodos. Uma das principais inovações tecnológicas é a utilização de embarcações semi-submersíveis em rotas transatlânticas, algo que antes se limitava a curtas distâncias no Oceano Pacífico e no Mar das Caraíbas. Feitos de fibra de vidro e com um perfil muito baixo para escapar à detecção dos radares, estes veículos conseguem transportar até 10 toneladas por carregamento, registando-se um aumento da sua intercepção junto à costa de Portugal continental e na região dos Açores.


