ICAD lança programa de tratamento de dependência de videojogos
Videojogos e jogos a dinheiro são um vício cada vez maior entre os jovens, admite o Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências.
O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) abre segunda-feira e integrado numa unidade já existente, um programa de tratamento de dependência de videojogos, sobretudo dirigido a jovens. “Os jovens serão referenciados pelos médicos de família ou por referenciação interna do ICAD”, disse à agência Lusa a presidente do ICAD, Joana Teixeira.
A responsável falava a propósito da abertura, a 18 de Junho em Lisboa, da primeira unidade pública especializada no tratamento da dependência do jogo a dinheiro, uma resposta ao aumento da procura de apoio, que mais do que duplicou desde 2023.
O Centro Especializado de Prevenção (CEP) vai funcionar no antigo hospital de Matosinhos, na Rua Alfredo Cunha, onde actualmente já funciona o Centro de Respostas Integradas (CRI) Porto Ocidental do ICAD. Segundo a psiquiatra, estas dependências estão frequentemente associadas a outras perturbações psiquiátricas, embora com perfis diferentes: no jogo a dinheiro são mais comuns casos de depressão e ideação suicida, enquanto nos videojogos predominam ansiedade e perturbações do humor, sobretudo entre adolescentes.
“Há uma grande comorbilidade com patologia psiquiátrica”, afirmou. A responsável reforçou que, apesar da aposta na prevenção, a prioridade actual passa por dar resposta aos casos que já chegam aos serviços. A presidente do ICAD avançou que o novo programa de tratamento de dependência de videojogos do Porto poderá vir a ser alargado a Lisboa. "A maior parte dos utilizadores problemáticos são jovens que frequentam o 3.º ciclo e o ensino secundário”, termina.


