Estudantes pedem que calendário dos exames não volte a mudar
O Conselho Nacional de Juventude exige estabilidade nas novas datas, rigor na avaliação das provas e o apuramento das causas das falhas registadas no processo de correcção.
Os estudantes do ensino secundário estão preocupados com as alterações introduzidas no calendário dos exames nacionais e apelam a que não sejam anunciados novos adiamentos num período que consideram decisivo para o seu percurso académico.
Os problemas no processo de correcção levaram ao adiamento da divulgação dos resultados da primeira fase e à alteração das datas da segunda fase. As classificações deverão agora ser conhecidas a 17 de Julho, três dias depois da data inicialmente prevista.
Francisco Garcia, presidente do Conselho Nacional de Juventude, defende que a prioridade deve ser o cumprimento das novas datas e a garantia de uma avaliação justa e rigorosa.
Segundo o responsável, as alterações retiraram previsibilidade ao sistema educativo e aumentaram a pressão sobre milhares de alunos, que se prepararam durante dois ou três anos para a realização das provas.
Os estudantes não contestam a digitalização nem a introdução de um novo modelo de avaliação dos exames, mas criticam a ausência de uma solução alternativa para responder a eventuais falhas. A preocupação, afirmou Francisco Garcia, resulta de ter sido escolhido um modelo diferente que acabou por não funcionar como previsto.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou uma auditoria ao processo, medida que merece o apoio do Conselho Nacional de Juventude, que defende o apuramento das causas e o reforço do investimento público nas infra-estruturas, nos meios tecnológicos e nos recursos disponíveis no sistema educativo.
Fernando Alexandre garantiu que o processo de correcção está controlado e adiantou que mais de 75% das provas já estavam corrigidas. O ministro considerou ainda que o novo modelo é mais eficiente, apesar de algumas provas distribuídas na fase inicial apresentarem erros.
De acordo com o governante, alunos e professores poderão verificar se a prova realizada corresponde à que foi corrigida e consultar as respectivas correcções, possibilidade que considera reforçar a transparência e a validade das classificações.


