Gasóleo e gasolina com descida prevista para a próxima semana
Depois de várias oscilações, os combustíveis podem voltar a ficar significativamente mais baratos. O ACP estima uma descida de cerca de 12 cêntimos por litro no gasóleo e na gasolina.
O preço do gasóleo deverá descer 12 cêntimos por litro e o da gasolina 12,5 cêntimos na próxima semana, caso se mantenha a tendência actual dos mercados, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Com base nos valores actuais da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e nas previsões das variações registadas até ao fecho dos mercados na quinta-feira, o preço médio do gasóleo simples deverá fixar-se nos 1,931 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá baixar para 1,855 euros por litro.
Os valores finais apenas serão apurados no final do dia, podendo ainda sofrer alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo. O preço praticado nos postos de abastecimento poderá igualmente variar consoante a marca, a localização e a política comercial de cada operador.
A actualização do desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) poderá também influenciar os preços previstos.
O Governo comprometeu-se a aplicar uma redução extraordinária e temporária do ISP sempre que o preço dos combustíveis aumente mais de 10 cêntimos por litro, procurando atenuar o impacto da subida dos preços junto dos consumidores.
Entretanto, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, solicitou à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a realização de um estudo detalhado sobre a formação e a evolução dos preços praticados nos postos de abastecimento.
O objectivo é avaliar se os preços de venda ao público acompanham a evolução das cotações internacionais do petróleo, do gasóleo e da gasolina, bem como a rapidez com que os operadores repercutem as subidas e as descidas dos mercados.
A ERSE recebeu o pedido a 15 de Julho e dispõe de 20 dias úteis para apresentar a análise. Caso se verifiquem os pressupostos previstos na lei, a ministra pediu ainda ao regulador que avalie a possibilidade de propor a fixação excepcional de margens máximas.


