“Químicos eternos” passam hoje a ser limitados nas embalagens de alimentos
O regulamento pretende reduzir a pegada ambiental, numa altura em que cada europeu produz, em média, cerca de 180 quilos de resíduos de embalagens por ano.
As substâncias químicas conhecidas como “químicos eternos” passam hoje a estar sujeitas a limites nas embalagens destinadas ao contacto com alimentos em toda a União Europeia (UE), no âmbito de um novo regulamento que será implementado de forma progressiva até 2030. A partir de hoje, todas as embalagens destinadas a entrar em contacto com alimentos têm de cumprir limites para as substâncias perfluoroalquiladas (PFAS), também conhecidas como “químicos eternos”. Estes compostos caracterizam-se pela elevada persistência no ambiente e pela capacidade de se acumularem nos organismos. As PFAS são actualmente utilizadas em vários produtos, como caixas de pizza, sacos de pipocas para micro-ondas, embalagens de ‘fast-food’ e papel para produtos de padaria, devido à sua capacidade de repelir água e gordura. “Ao limitar a utilização de PFAS em embalagens destinadas ao contacto com alimentos, as novas regras contribuirão para proteger a saúde humana, reduzindo simultaneamente a libertação destas substâncias nocivas na natureza”, afirmou a Comissão Europeia, em comunicado. Para assegurar o cumprimento dos novos limites, o regulamento estabelece também requisitos adicionais de informação para produtores e importadores de alimentos. O objetivo é garantir que, em caso de incumprimento, os produtos possam ser rastreados até à sua origem.


