Nacional | 31-08-2026 17:12

Provedoria faz 38 recomendações após evacuações e inclui Arruda dos Vinhos no estudo

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foto ilustrativa

O documento, divulgado a 19 de Agosto e intitulado “Evacuação em situação de catástrofe - Salvaguarda dos direitos fundamentais da população mais vulnerável”, analisa, entre outros casos, os efeitos do chamado “comboio de tempestades”.

Arruda dos Vinhos está entre os concelhos analisados pela Provedoria de Justiça num estudo que apresenta 38 recomendações e boas práticas para melhorar a resposta a evacuações em situações de catástrofe e salvaguardar os direitos fundamentais das populações mais vulneráveis.
O documento, divulgado a 19 de Agosto e intitulado “Evacuação em situação de catástrofe - Salvaguarda dos direitos fundamentais da população mais vulnerável”, analisa, entre outros casos, os efeitos do chamado “comboio de tempestades”, que atingiu várias regiões do centro e sul do país em Janeiro e Fevereiro, provocando ventos fortes, cheias e movimentos de terras.
Arruda dos Vinhos integra o conjunto de sete concelhos estudados na sequência de movimentos de terras que levaram à retirada de pessoas. A análise inclui ainda situações ocorridas na Marinha Grande, Alcácer do Sal, Coimbra, Montemor-o-Velho, Almada e Torres Vedras.
Entre as recomendações da Provedoria está o reforço dos sistemas de aviso à população, garantindo que os alertas sejam acessíveis a pessoas idosas, pessoas com deficiência e cidadãos estrangeiros. É também defendida a criação de mecanismos que permitam identificar a população efectivamente presente nas zonas que possam vir a ser evacuadas. A actualização permanente da informação sobre pessoas em situação de especial vulnerabilidade é outra das medidas apontadas, através de uma maior articulação entre protecção civil, saúde, segurança social, juntas de freguesia e entidades do sector social.
Neste contexto surge também o projecto “Primeira Linha”, uma iniciativa de resiliência comunitária e protecção civil que pretende reforçar a capacidade das populações para agir nos primeiros minutos de uma emergência, antes da chegada dos meios oficiais de socorro. O projecto, que terá uma experiência-piloto em Borba, prevê a criação de Grupos de Emergência Local (GEL), coordenados ao nível das freguesias e articulados com a proteção civil municipal.
A proposta prevê o levantamento e mapeamento das vulnerabilidades e dos recursos existentes em cada freguesia, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, voluntários com formação, tratores, máquinas agrícolas, pontos de água e espaços de abrigo. Uma plataforma digital e uma aplicação móvel deverão apoiar este sistema, permitindo enviar alertas com localização GPS, acompanhar pessoas em perigo, centralizar informação operacional e facilitar a comunicação entre cidadãos, juntas de freguesia, municípios e agentes de protecção civil.

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