Oferta desportiva para pessoas com deficiência deverá ser alargada até 2028
O primeiro Campo Paralímpico Jovem terminou este sábado na Tocha, depois de quatro dias em que 17 crianças e jovens experimentaram modalidades como atletismo, natação, boccia e goalball.
A oferta de prática desportiva destinada a pessoas com deficiência deverá ser ampliada nos próximos anos, através de um conjunto de medidas previstas no Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo e que deverão começar a ser concretizadas até 2028.
O objectivo foi anunciado pelo secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, no encerramento do primeiro Campo Paralímpico Jovem, realizado no Centro de Reabilitação Rovisco Pais, na Tocha, concelho de Cantanhede.
“Este é um compromisso e um objectivo que juntos teremos de conseguir alcançar [com as entidades do sector], criando oportunidades para a prática desportiva”, afirmou o governante.
Segundo Pedro Dias, o aumento das ofertas de prática desportiva integra o programa do Governo e o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, estando previstas várias medidas para uma primeira fase até 2028.
Desde quarta-feira, 17 crianças e jovens, com idades entre os oito e os 18 anos e deficiência elegível para a prática de modalidades paralímpicas, participaram no primeiro Campo Paralímpico Jovem, promovido pelo Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e pela Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência.
Ao longo de quatro dias, os participantes tiveram contacto com atletismo, natação, boccia e goalball, numa iniciativa destinada a proporcionar uma experiência de iniciação desportiva e a aproximar os jovens do movimento paralímpico.
Pedro Dias revelou ainda a intenção de transformar o Centro de Reabilitação Rovisco Pais, integrado na Unidade Local de Saúde de Coimbra, num centro de referência nacional para a prática desportiva de pessoas com deficiência.
“O centro já tem valências e já está a trabalhar pelo desporto nacional em termos de investigação, formação de técnicos, promoção da prática desportiva, inclusive no andebol e basquetebol em cadeira de rodas. Aproveitando estas sinergias existe o interesse de o qualificar e valorizar, melhorando as condições”, disse à agência Lusa.
Também o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço, adiantou que a realização destes campos terá continuidade e deverá ser ampliada, com a intenção de organizar vários por ano na Tocha.
“Queremos ampliar o número de campos, mas também aumentar o número de participantes. Este evento foi um sucesso e penso que recrutamento de novos atletas para o comité paralímpico passa por este tipo de iniciativas”, sublinhou.
José Manuel Lourenço considerou que estes campos poderão contribuir para captar novos atletas, embora reconheça que nem todos os participantes venham a optar pela prática desportiva ou a atingir níveis de competição e alto rendimento.
O dirigente apontou ainda a existência de uma lacuna em Portugal na captação de atletas com deficiência, considerando o primeiro Campo Paralímpico Jovem “mais uma ferramenta para trazer atletas”.


