Nacional | 07-09-2026 10:28

GNR e Polícia Marítima afastam desembarque de migrantes e investigam tráfico em Sesimbra

GNR e Polícia Marítima afastam desembarque de migrantes e investigam tráfico em Sesimbra

As buscas realizadas por terra e por mar na zona da Praia da Foz não confirmaram a presença do grupo de 20 a 30 pessoas inicialmente referido, enquanto os indícios encontrados junto à embarcação que deu à costa apontam para cenários já detectados pelas autoridades ao longo do litoral português.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia Marítima afastaram a hipótese de ter ocorrido um desembarque de migrantes na Praia da Foz, na Aldeia do Meco, em Sesimbra, admitindo que a embarcação encontrada no local possa estar relacionada com tráfico de droga ou contrabando de combustível.
A conclusão surge depois das buscas realizadas por terra e por mar na sequência de uma denúncia recebida na madrugada de domingo, quando um pescador alertou as autoridades para a presença de uma embarcação de borracha que tinha dado à costa naquela praia.
Num comunicado conjunto, a GNR e a Polícia Marítima explicam que os indícios recolhidos e as diligências entretanto realizadas apresentam semelhanças com outras situações detectadas pelas forças policiais ao longo da costa portuguesa.
“Dos indícios recolhidos no local e das diligências policiais desenvolvidas, o cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas forças policiais têm detectado: movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação de combustível”, referem.
A embarcação foi apreendida pelas autoridades, tendo durante as diligências surgido a indicação de que entre 20 e 30 pessoas teriam sido vistas nas proximidades do local.
Essa informação, contudo, não foi confirmada por qualquer dos testemunhos recolhidos pelas forças policiais.
Após as buscas e o trabalho de investigação desenvolvido, GNR e Polícia Marítima concluíram que “não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes naquela zona”, não se confirmando assim a alegada presença do grupo.
Apesar de afastado esse cenário, as duas forças garantem que vão manter, de forma coordenada, as diligências policiais, através de meios de investigação e vigilância terrestre, marítima e aérea, para procurar esclarecer a origem da informação e garantir a segurança na zona.
A Polícia Judiciária (PJ) também foi chamada a investigar o caso e está envolvida nas perícias à embarcação apreendida, segundo indicou à agência Lusa fonte daquela polícia.

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