Técnicos de diagnóstico e terapêutica avançam para greve nacional a 9 de Outubro
Profissionais contestam a revisão da tabela salarial e acusam o Governo de manter desigualdades e injustiças na carreira. Sindicato admite nova greve de dois dias no final de Novembro se não houver acordo.
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica vão cumprir uma greve nacional a 9 de Outubro, numa jornada de protesto contra a revisão da tabela salarial que consideram injusta e incapaz de garantir uma valorização efectiva da carreira.
A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), que marcou para o mesmo dia uma concentração junto ao Ministério da Saúde e à Presidência do Conselho de Ministros.
O sindicato anuncia ainda acções descentralizadas nas Unidades Locais de Saúde, incluindo greves e protestos que deverão começar no final de Setembro e prolongar-se durante Outubro e Novembro.
Em causa estão, segundo o STSS, problemas na transição para a nova estrutura remuneratória, nomeadamente a contabilização dos pontos acumulados, as posições remuneratórias e as diferenças existentes em relação a outras carreiras da Administração Pública.
O sindicato considera “inaceitável” que uma revisão apresentada pelo Governo como uma valorização salarial possa resultar, para alguns trabalhadores, na perda de pontos acumulados, ultrapassagens entre profissionais e inversões nas posições remuneratórias.
Para o presidente do STSS, Luís Dupont, o conflito prolonga-se devido à falta de respostas às reivindicações apresentadas durante o processo negocial. O dirigente garante que o sindicato continua disponível para negociar, mas avisa que qualquer entendimento terá de assegurar uma valorização efectiva da carreira e impedir a perda dos direitos adquiridos.
O STSS já pediu uma audiência urgente ao primeiro-ministro e reuniões aos grupos parlamentares, depois de os associados terem recusado subscrever o chamado “acordo de princípios”.
Caso o Governo mantenha a actual posição, o sindicato admite intensificar a contestação. Está já prevista uma nova greve nacional, com dois dias de duração, para o final de Novembro.


