Portugal AVC alerta para falhas na reabilitação de sobreviventes
Associação celebra dez anos com um encontro nacional em Abrantes que vai juntar cerca de 420 sobreviventes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde.
A Portugal AVC alerta para dificuldades persistentes no acesso rápido a uma reabilitação multidisciplinar e continuada dos sobreviventes de acidentes vasculares cerebrais e para a sobrecarga dos cuidadores.
O presidente e fundador da associação, António Conceição, defende que os cuidados de reabilitação devem começar o mais cedo possível e ter continuidade, considerando que podem fazer a diferença na autonomia e integração social e profissional dos sobreviventes.
O responsável alerta também para a situação dos cuidadores, que muitas vezes substituem o Estado de forma permanente e com pouco apoio.
A associação assinala dez anos de actividade no sábado, 26 de Setembro, em Abrantes, com um encontro que conta com cerca de 420 inscritos de todo o país, incluindo Açores e Madeira.
Em dez anos, a Portugal AVC realizou 20 encontros e conta actualmente com 25 Grupos de Ajuda Mútua, estimando que pelo menos mil pessoas tenham frequentado estes espaços no último ano.
Dados da Direcção-Geral da Saúde apontam para cerca de 25 mil internamentos anuais por AVC isquémico ou hemorrágico. A DGS reconhece progressos na redução da mortalidade hospitalar e no acesso aos tratamentos, mas mantém o reforço da reabilitação e da integração de cuidados entre os principais desafios.


