Nacional | 25-09-2026 10:29

Associação denuncia falta de meios no combate ao narcotráfico

Associação denuncia falta de meios no combate ao narcotráfico

Associação dos Inspetores e Chefes da Polícia Marítima reclama mais efectivos, embarcações e autonomia financeira e defende uma articulação permanente com a Polícia Judiciária, GNR e restantes forças envolvidas na vigilância da costa.

A Associação dos Inspetores e Chefes da Polícia Marítima denunciou o “sufoco institucional” daquela força devido à falta de efectivos e de embarcações e defendeu uma organização táctica partilhada com a Polícia Judiciária no combate ao narcotráfico.
A estrutura alerta para a apreensão e abandono “quase diária” de embarcações de alta velocidade, as chamadas “narcolanchas”, utilizadas pelo narcotráfico internacional na costa portuguesa.
Segundo a associação, desde Janeiro de 2026 a Polícia Marítima apreendeu 17 destas embarcações, mais de nove toneladas de combustível, cerca de uma tonelada de haxixe e cinco toneladas de cocaína, tendo detido 37 suspeitos. A estrutura lamenta que todos tenham sido posteriormente libertados com medidas de coacção consideradas pouco gravosas.
A associação aponta ainda a falta de recursos humanos e materiais, recordando que entre 2009 e 2015 não houve recrutamento e que, desde 2009, a Polícia Marítima recebeu apenas quatro embarcações novas.
Entre as soluções defendidas estão um orçamento próprio, reforço de efectivos e meios e uma cooperação permanente entre Polícia Marítima, Polícia Judiciária e GNR, com apoio da Força Aérea e da Marinha.

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